O recém criado
grupo, formado por pessoas ligadas à futura administração municipal, que se autodenominou
Amigos da FESP, está mal-informado ou mal-intencionado ao se insurgir contra a
reforma dos Estatutos daquela entidade.
Demonstra isso o discurso desconexo de seus
vários porta-vozes. Uns estão preocupados achando que as alterações podem
inviabilizar a estadualização; outros, de olho no cargo, que os atuais
dirigentes querem se perpetuar no poder ao tirar o governador da posição de
eleitor supremo; uns poucos, mais elitistas, consideram que alguns eleitores do
grupo dos funcionários não têm condições de votar numa eleição de uma escola do
nível superior, dando um chega pra lá no princípio democrático do voto
universal, exatamente aquele que elegeu seu candidato a prefeito na recente
eleição.
Os amigos da FESP esqueceram-se
de que o atual dirigente da Fundação tem fortes ligações com o governo do
Estado, construída com base na maneira competente e ética com que vem
administrando a entidade; não é burro e nem rasga dinheiro. Portanto jamais
proporia as modificações no Estatuto se não tivesse o respaldo do Governo.
As recentes declarações
do nosso deputado-secretário (ou secretário-deputado?) ao Obbá Coema confirmam
que o governador sabe o que está acontecendo com a FESP.
Os amigos da FESP
ávidos de cargos não perceberam que a FESP bem administrada tornou-se econômica
e financeiramente independente de quem quer que seja, portanto senhora do seu
destino. Ao tirar o governador do circuito, como eleitor supremo, a FESP fica
numa posição de igualdade para negociar a estadualização e não subalterna, como
hoje.
A estadualização
da FESP é um fato consumado para ela, porque fez um compromisso por pertencer a
UEMG, compromisso esse que está na Lei que criou a universidade e não há mudança
de Estatuto que desfaça esse compromisso. Para o governo do Estado, não; é somente
uma promessa. Portanto, aquele que está preocupado com a não estadualização
deve torrar o saco do governador e deixar a FESP em paz; quem quer o cargo, que
vá catar coquinho.
Um conselho pra os
amigos da FESP ligados aos vices daqui e de Belzonte, que desconhecem as
táticas do sindicalismo. Não sejam ingênuos e botem as barbas de molho.
Algumas: adoram
tirar a castanha da chapa quente com as mãos alheias; não entram em canoa
furada, mas pra fazer marola estimulam os aliados desavisados a entrarem; não
enfrentam causas perdidas ou difíceis, mas ficam de olho pra ver se alguém vai
enfrentar e vencer, para assumirem a paternidade da vitória (por aqui já construíram
até ponte de 500 metros). E mais um tanto de outras que guardarei para uso
futuro em outros conselhos.
Por fim. Por amor
aos seus filhinhos, deixem a FESP trabalhar em paz, que um dia, se encherem o
saco do governador pra que ele estadualize logo, eles poderão estudar de graça
numa grande universidade, hoje em construção. Se não atenderem meu apelo, vou
sugerir ao Professor Fábio Kallas que transfira a sede da FESP pra Paraíso. Lá
eles somente brigam antes das eleições; depois são todos juntos trabalhando
pela cidade.
Vai ficar bacana, não muda nem a
sigla:
FESP – Fundação de
Ensino Superior de Paraíso.

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