quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DESTRAMBELHADOS


    A estadualização da FESP se tornou, incontestavelmente, um unânime desejo. Tão forte esse desejo para alguns que se transformou numa verdadeira obsessão para um grupo que se autodenomina “Amigos da FESP”. Obsessão cega que os levou a publicar duas matérias pagas conflitantes neste jornal. A primeira no sábado e a segunda na terça.
     Na primeira publicação, no sábado 23/03, ocupando um sexto da terceira página do jornal, cheia de novidades linguísticas, agradecem ao Governador “pela histórica transformação e absorção da FESP em definitiva unidade da UEMG” (o grifo é meu). Portanto, informam a todos que a estadualização da FESP está pronta e concluída.
     Depois, com benevolência, sugerem ao Presidente da FESP (sic) que declare (sic) “um mea-culpa, reabilitando-se (sic) aos novos tempos que estão prestes” (sic). e, em seguida, desfilam um rosário de pecados supostamente cometidos por ele. “No fim” (AA, citado de memória), proclamam: “Os amigos da FESP somos nós, as mais de 6 mil assinaturas (sic) entregues ao Governador” (sic) e uns outros mais tímidos que ficaram na moita, mas que fazem parte da turma e também estão a favor da estadualização da FESP, confirmando a unanimidade.
     Na segunda publicação, na terça 20/02, mais bem escrita e elaborada, respeitando as técnicas do jornalismo moderno e ocupando mais da metade da terceira página do jornal, desmentem a primeira publicação ao informar que a estadualização da FESP será iniciada o mês que vem e estará concluída em 2014, não especificando o mês.
    Depois de apresentar o grupo que foi a Belzonte, a segunda publicação informa que todos manifestaram ao governo do estado a preocupação pela retirada dos artigos 23 e 38 do Estatuto da FESP, proposta pelo Presidente de seu Conselho Curador e aprovada numa Assembleia Geral, segundo um deles, atitude que retira o Governador do processo (sic).
   Qual processo? Não disseram. Se for o da estadualização, a preocupação não procede. A Constituição do Estado de Minas Gerais de 1989, que criou a UEMG, deu às Fundações de Ensino Superior de Minas a opção de integrar a nova Universidade criada. A FESP topou; assim, sob o aspecto legal, ela está estadualizada desde o século passado. Sob o aspecto prático e funcional, o processo de estadualização começa mês que vem e só não se concretizará se o governo de Minas não quiser (por questões políticas) ou não puder (grana, muita grana pra custeio, fora os investimentos). Donde se conclui que, com ou sem modificação do estatuto da FESP, sua estadualização completa será efetivada, desde que o governo do estado queira.
     Algumas passagens interessantes, pinçadas da segunda publicação.
     Em letras grandes: “Promotora concorda com denúncia de que no local (da assembleia) não havia 281 pessoas”; em letras pequenas: “A Promotora, porém, afirma que observou que existia quórum para a aprovação, e que houve apenas um voto contrário às alterações do estatuto”, donde se conclui que a Assembleia foi legal; sendo soberana, estamos conversados.
    Um tucano de alta plumagem, ouvindo o eco da história, manifestou a preocupação de a FESP ser privatizada. O eco deve ter falhado no período da história brasileira em que o tucanada privatizou adoidado pelo Brasil afora, senão a preocupação não faz sentido.
    A exagerada ênfase dada à retirada dos citados artigos do Estatuto, para os menos avisados, pode ficar parecendo que a poderosa Assembleia da FESP deu um golpe de estado, tirando poderes do governador.
     Segundo meu fraternal amigo Ferrando, do contra em tudo, mas a favor da estadualização da FESP, golpe de estado coisa nenhuma. O que a Assembleia fez foi dar sossego ao Governador, tirando da sua cola os “correligionários” de sempre que vão a Belzonte depois de mudanças na política municipal atrás das bocarras, das bocas e das boquinhas. Ferrando manifestou uma preocupação. Quem está bancando as despesas dessa FESTA? 


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SINUCA DE BICO

     A postagem com o título acima foi retirada tendo em vista uma segunda matéria paga no jornal Folha da Manhã de hoje, terça-feira, do grupo autodenominado "Amigos da FESP", conflitante com a primeira matéria paga do mesmo grupo no mesmo jornal sábado último.
    Voltaremos ao assunto quando, e se, conseguirmos entender o que realmente está acontecendo.
     A coisa tá tão confusa que tem até tucano fundador que participou da reunião com os secretários em Belzonte com medo de privatização.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MAIORES PROBLEMAS FUTUROS PARA O TRÂNSITO.



      Em entrevista ao jornal The Sun recentemente, Gwynne Lyons, diretor responsável pela pesquisa com as lontras, disse que os seres humanos e os animais estão tão expostos aos produtos químicos que, em um futuro bem próximo: “A realidade atual das lontras corresponde aos problemas dos homens daqui alguns anos”. “O pênis está ficando pequeno demais, há o aumento da impotência e o número de espermatozoides produzidos diminuiu, disse o cientista”.
    Tendo em vista a “Síndrome do Peru Pequeno”, descoberta pelos chineses na antiguidade, “O tamanho do pênis do homem é inversamente proporcional ao tamanho do veículo que ele possui”, nossas ruas estarão intransitáveis e sem local para estacionar em um futuro bem próximo, de modo tal que ninguém mais terá como tirar o carro da garagem, nem mesmo as exceções, com peru maior. Será o caos.  


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SOBRE O CONDOMÍNIO DAS CIDADES

     
    A Revisão da Planta de Valores, além de ser uma obrigação legal do prefeito de plantão, ao contrário do que escreveu aqui neste jornal um jurista, não se presta a aumentar o IPTU e sim, a fazer justiça.
     Ela, a Revisão da Planta de Valores, corrige as distorções provocadas pelas correções monetárias do IPTU, com base na inflação, praticadas ao longo dos anos. Este tipo de correção cria distorções porque não leva em consideração as valorizações e desvalorizações dos imóveis em função de suas localizações e das melhorias que são feitas em suas vizinhanças.
     Nos tempos “mudernos” (de 1961 até hoje) somente o Prefeito Nelson Maia, no século passado, teve peito pra fazer essa revisão (Lei 2059/1997).
     O IPTU Progressivo, previsto na legislação do município desde o século passado, presta-se a acabar com a especulação imobiliária e evitar a existência de um grande número de lotes vagos ou de engorda, que, supervalorizados, impedem muitos de ter a sonhada casa própria (ou, como gosta de dizer o petismo-lulismo: a cumprir a função social da propriedade). Invariavelmente abertos e mal cuidados, são fontes de doenças, abrigo de desocupados e viciados em drogas e depósitos de lixo de toda espécie.
     Ele, o IPTU Progressivo, é o pavor dos “lotefundiários” e, talvez por isso, nenhum prefeito até hoje teve peito para implementa-lo.
     O atual prefeito está prometendo implementar ambos, o IPTU Progressivo e a fazer a Correção da Planta de Valores.
     Sei que não tem importância alguma para o prefeito, mas, cumpridas as promessas, eu prometo que estarei aqui pronto pra aplaudi-lo de pé. (Não basta simplesmente aprová-las; ambas têm que ser implementadas, ou seja, segundo o Aurélio, levadas à prática por meio de providências concretas).

IPTU - O Codomínio da Cidades







domingo, 17 de fevereiro de 2013

REPETECO


     A Rua Dr. Manoel Patti tem mão única da Dr. João Bráulio até a Cel. João de Barros. Daí até à Avenida Comendador Francisco Avelino Maia, inexplicavelmente, passa a ter mão dupla. E, para tornar mais complicado ainda a compreensão da aberração, depois da citada Avenida ela volta a ter mão única de novo.
    No trecho de mão dupla ela mede uns 7 metros de largura, tem estacionamento permitido em ambos os lados, é rota dos ônibus do transporte coletivo e, no ano passado, a Prefeitura, seguramente com o aval do Departamento de Trânsito, deu alvará pra funcionamento de um Restaurante Fast-food. Além de tudo isso, os motoristas, quando sobem a rua em questão, são obrigados a fazer uma perigosa conversão à esquerda na esquina com a Cel. João de Barros, cruzando à frente de quem desce.
   Em nome da segurança e do bom senso, o Departamento de Transito ou bem implanta mão única no citado trecho (desejável) ou bem proíbe estacionar num dos lados.
   Mudando o sentido de direção e abstraindo o transporte coletivo e a conversão perigosa, as observações acima valem também para a Rua Elvira Silveira Coimbra.
   Ao hebdomadário sazonal que, antes das eleições, serve de veículo de apoio a determinado candidato; que, depois do pleito, caso seu candidato vença, transforma-se no Diário Oficial Disfarçado e Informal do Município, e que, quando seu candidato perde, desaparece, reaparecendo na campanha eleitoral seguinte, informo que o acima escrito é simplesmente uma sugestão, inclusive já feita à administração anterior, que fingiu-se de desentendida, nada fez, e me convidou para visitar o Departamento de Trânsito, como se isso pudesse ser resposta ou solução da questão.
   Portanto, sendo uma sugestão, não carece que o hebdomadário citado responda com a técnica dos “sem resposta”, que, ao invés de esclarecer a questão levantada, ataca quem está sugerindo ou comentando, ou até mesmo criticando atos, decisões ou omissões da administração municipal de plantão, exercendo uma atividade lícita, direito, e dever, de todo e qualquer cidadão.
    Ao Ivan Vasconcelos minha solidariedade. Já passei por situação semelhante e sei o quanto é desagradável. Menos grave do que a sua, porque a pessoa de minha relação ocupava um cargo de confiança.
    Quanto às fontes, não se iluda. Faz parte da técnica de intimidação desse tipo de gente vazar o acontecido nos mínimos detalhes, pra se tornar crível, na tentativa de criar a desarmonia no seio familiar (imaginam que todas as famílias são iguais) e gerar pressões internas que o levem, no mínimo, a maneirar suas críticas (imaginam que todas as pessoas são iguais).