terça-feira, 28 de agosto de 2012

“A PERSEGUIÇÃO CONTINUA”.




     Deu hoje na Coluna Deputado Antônio Carlos Arantes, ops, Coluna Informes, do prestigioso e prestigiado diário Obbá Coema, que tem um candidato a Prefeito de Ibitatá prometendo implantar mais três UPAS, aquela Unidade de Pronto Atendimento na área da saúde, que Tatá implantou uma lá quase no meio do pasto, achando que era coisa pra cavalo.


OLHA SÓ O TAMANHO DA COISA!


     Depois de informar o custo operacional de uma unidade dessas, o Obbá Coema conclui que a implantação de mais três, somadas à existente, consumirá todo o orçamento da saúde e mais um tanto, demonstrando inequivocamente a inviabilidade da promessa do candidato.
       Crentinho me procurou, soltando fogo pelas ventas, para reclamar do jornal. Ele sabe que sou o único que lhe dá atenção e expõe seus pontos de vista na íntegra, sem deturpá-los. Virei repositório de seu tataísmo desmedido. Espero que ele, na sua santa ignorância, não confunda repositório com supositório.
     - “A pirsigição continua; cê viu o que o jornaleco fez?”. “Marretou a promessa do nosso candidato, fazendo uma contaiada fajuta pra botar dúvida na cabeça do povo”.
     - Alto lá, Crentinho. Primeiro, e mais importante, nosso candidato, não; seu. Segundo, o jornal em nenhum momento citou o nome de candidato algum. Você está inferindo que é o seu candidato, então o problema é seu, somente seu.
     - “Ih, já vem ocê com esse palavriado complicado pra cima de mim, querendo me enrolar”. “Tou conferindo coisa nenhuma”. “O jornaleco tá falando é dele mesmo”. “Cê acha que os outros candidatos tem peito pra construir três UPAS”.
     - Peito, não, Crentinho, irresponsabilidade, ao prometer algo impossível de o município manter.
      - “Tá bão, coragem, então”, fingindo não ter ouvido o restante do meu comentário. “Qual dos outros tem essa coragem”. “O veinho só sabe fazê morundum de terra e chamá de trevo, o novinho não sabe fazê nada e ainda tem muito que prová e o do Lula, só sabe mexê com negócio de pobre; este devia era candidatar pra presidente do São Vicente de Paula”. “Portanto o jornaleco tá falando é do meu candidato”.
      - Mas, Crentinho, veja bem: vendo as contas, que você chama de fajutas, dá pra perceber, de tão simples que são, que as promessas não podem ser cumpridas; onde eles vão arranjar tanto dinheiro pra manter mais três UPAS, já que não dá pra aumentar as receitas da Prefeitura até o valor que será preciso pra fazer as UPAS funcionarem?
     - “É muito fácil de vê; no mesmo lugar que sempre arranjou; não se esqueça que o Deputado da sombrancelha de taturana continua com Tatá, apesar duns traidô que tem puraí dizer que não; o Deputado é assim com o Anestesia, que pelo nome deve de ser a favor da saúde e que já tá reeleito; intão verba não é pobrema”. ‘E também o nosso deputado num é igual esses deputadinhos que andam puraí apoiando outros candidato, que só traiz verbinha de cinquenta conto pra construir quadra discoberta, não! Ele traiz é montão de verba”.
     - Você está muito otimista, Crentinho.
     - Tem outra coisa, seu discrente: daqui dois anos o Aécio, que é amigo íntimo do Tatá, vai tá lá mandando em Brasília; Aí sim, vai chovê dinheiro na nossa horta.
     - Essa não, Crentinho! O Aécio foi governador e nunca deu bola pra Ibitatá, porque, como Presidente, vai dar?
     - “Cê tá mais pur fora do que imbigo de vedete”. “Cê não viu o Aécio no rádio, no jornal e por aí afora dando o maior apoio pra nossa coligação”. “Quando ele tiver em Brasília, Tatá nem precisa pedir audiência pra falá com ele”. “Vai lá, mete o pé na porta e vai só entrando no gabinete dele e traz a verba que quiser!”.
      Desistido de ouvir tamanhas sandices, tentei mudar o foco da conversa.
     - Crentinho, só pra encerrar essa instrutivo papo: por que o Obbá Coema iria perseguir seu candidato?
     - “Puro medo!”. “Medo do nosso Jornal, que cresce dia a dia sem pará e já tem mais gente que lê do que o Obbá Coema, que vive dizendo que é isso, que é aquilo, que tem um tantão de gente que lê e, agora, muito mais ainda dando acesso num tal de Clic- Obbá, parecendo que os leitor desse tal de clic são tudo epilético”.
     Depois dessa, tirei o time de campo e fui pra casa meditar sobre o nosso futuro, negro futuro, aliás, se a coligação do ídolo do Crentinho “ganhá”. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PARECE GOZAÇÃO, MAS NÃO É.



     O lançamento de um novo carro no mercado internacional me chamou a atenção. É uma fábrica indiana que tenta competir no mercado de minicarros.
     O minicarro a ser lançado no mercado é pra uso urbano, tem espaço para dois ocupantes e, a inacreditável novidade, seu motor será movido a ar. Isso mesmo: ar, o mesmo que respiramos.
     Com velocidade máxima de 70 km/h, autonomia de 209 km e a um preço de 10.000,00 dólares; na Índia obviamente, porque por  aqui, com os impostos Da Dona Dilma, só Deus sabe.

  
     Agora, o que parece Gozação ou coisa do Crentinho:

     + Nome da Empresa Indiana que irá fabricar o minicarro: TATA MOTORS.


     + Nome do Dono da Empresa Tata Motors: RATAN TATA.

x

Crentinho, antes de saber o nome do dono da Empresa, já estava a dizer: "Sim, com certeza, a Empresa é do HOMEM".

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

NUM ‘GUENTO



     Nove horas da madrugada me aparece, esbaforido, mas eufórico, com uma página solta do Obbá Coema na mão, quase gritando, o Crentinho, aquele que acredita em tudo que seu mestre diz.
     - “Cê viu, Cê viu, Cê viu????”.
     - Vi o que, Crentinho?!
     Quase sem fôlego, vermelho que nem um peru, parecendo ter acertado os seis números da Mega-Sena. Nada disso. Era uma pesquisa eleitoral publicada como matéria paga em meia página do Obbá Coema, que trazia o seu candidato disparado na frente.
     - “A maior rádio do mundo fez uma pesquisa, tá aqui, ó!”. “Tatá tá lá”. “Veja bem, se somar os votos dos adversários num chega nem na metade dos dele”. “Acho que num precisa nem de eleição”. “Depois dessa, tá tudo resolvido!”. “O governo pudia cancelar a eleição e economizar dinheiro”. “Viu só, pesquisaram todos os bairros de Passos; ouviram todo povo e o resultado tá aí”.
     - Calma lá, Crentinho. As coisas não são bem assim, como você está imaginando, não. A pesquisa é como uma foto, mostra um determinado momento, portanto você precisa de mais pesquisas para ver a tendência e ela não ouve todo o mundo, somente uma pequena parte da população e ela tem também uma margem de erro, que no caso é grande, quase do tamanho dos votos nulos.
     - “Num vem, não, com palavriado complicado”. “Tatá me disse que a pesquisa não tem erro, porque ela... esqueci a palavra... ela faz que nem o espelho faz quando a gente fica na frente dele...fica igualzinho...”.
      - Sei. Reflete.
      - “Isso mesmo, ela reflete a vontade do povo, então é a mesma coisa que perguntar pro povo todo e, pronto, tá tudo resolvido”.
     Neste ponto desisti. Calei-me pra evitar prosseguir o papo e perder tempo com quem já está convencido e só quer convencer.
     - “Aí papudo, te embuchei, hein; ficou caladinho, né?!”.
     Nesse momento ele passou dos limites, obrigando-me a dizer o que não queria.
     - Olha aqui, Crentinho; Pra se fazer uma pesquisa bem feita, o pesquisador precisa informações precisas do objeto pesquisado, no caso a população e a cidade. Diz a pesquisa aí que “foram pesquisados todos os bairros da cidade” e em seguida os enumera, num total de 13, quando aqui tem 23 bairros, definidos por lei. Além disso, fizeram uma salada de bairros com loteamentos, mostrando total desconhecimento da distribuição da população pelos diversos bairros da cidade.
     - Pra se ter uma ideia de como a turma está por fora, Crentinho, no “bairro 2” consideraram dois bairros legais ou oficiais (Penha e COHAB) e cinco loteamentos (Jardins Planalto, Satélite, Estrelas, Primavera e Maria Augusta); no “bairro 3”, dois bairros (Coimbras e Califórnia) e três loteamentos (Jardins Panorama, Helaine e N. S. de Fátima), e se esqueceram dos bairros Aeroporto, Universitário, com pequena população, reconheço, mas existentes, e João Paulo II.
     - Outra coisa, Crentinho, a população desses “bairros” inventados foi chutada, porque o IBGE só informa a população dos bairros oficiais, aprovados em lei.
     - Assim, Dr. Crentinho, num trabalho em que se desconhecem dados elementares e fundamentais para uma pesquisa de opinião, obtidos em documentos públicos de fácil acesso, como a legislação do município, dá pra imaginar a precisão dos resultados da tal pesquisa e, pior ainda, a intenção de quem a encomendou.
     - Finalizando, por que sobre esse assunto não quero mais papo, bota sua barbicha de molho, que surpresas podem vir por aí.


     E mais nada foi dito e, também, o Crentinho não me perguntou.

domingo, 19 de agosto de 2012

QUE CHIQUE: IBITATÁ ESTÁ NO GOOGLE STREET VIEW!



      O Google Street View é uma ferramenta do Google Earth que foi criada para mostrar imagens das ruas das cidades de todo o mundo. Começou pelos Estados Unidos em maio de 2007, depois foi para a Europa.
     Chegou ao Brasil em 2010. São poucas ainda as cidades brasileiras que tiveram a prerrogativa de receber a visita do carro do Google, que tira as fotos de todas, ou das principais, ruas das cidades, que depois são publicadas no Google Earth.
     O carro da Google esteve fotografando nossa cidade em agosto do ano passado. Esta semana fomos incluídos no Google Street View. É inacreditável que os dois eventos, o de tirar as fotos e o de incluir a cidade no programa, não foram divulgados aqui.

     Ninguém deu bola, como se fosse a coisa mais natural do mundo, diferentemente das demais cidades do Brasil e do exterior, que divulgam o fato, sabendo que isso é bom pra todos, comércio, indústria, turismo e, como consequência, pra os cofres públicos também. Deve ser a Maldição do Fogo que nos acompanha desde a fundação ou a vergonha por mostrar uma cidade tão suja e desorganizada.
     Para confirmar, dê uma passeada pela cidade usando o Google Street View e veja com os próprios olhos. Nomes de ruas trocados; as praças têm os nomes das ruas que as atravessam. A sujeira do Prédio principal da Prefeitura é um assombro.

      Pra complicar, a cidade está fora das coordenadas do Google, dificultando qualquer pesquisa que se queira fazer. A desorganizada Ibitatá nem sabe exatamente onde está.
     Encontrar locais pelos endereços, nem pensar; é impossível para quem não conhece a cidade, por pura falta de interesse dos alcaides, que estiveram com os traseiros acomodados no trono ibitatense de uns tempos pra cá, em organizar minimamente que seja essa nossa maltratada e malcuidada urbe.
     É bom lembrar que a falta de divulgação, pela mídia local e pelo Poder Público Municipal, de eventos dessa natureza, por mais insignificantes que possam parecer, é que propicia aos Tatás Balelas da vida a se tornarem os autores dos feitos, convencendo os Crentinhos, que são muitos por aqui, a apoiá-los na hora do voto.
     Depois não reclamem, choramingando pelas colunas do Obbá Coema os “já teve” ibitatenses e suas consequências.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

OS GRINGOS ESTÃO NOS GOZANDO


   “Dirigir o carro Grand Cherokee pelas ruas das cidades brasileiras é chique, não é?” Pergunta o jornalista Kenneth Rapoza da Revista norte-americana Forbes. Como está na moda atualmente, ele mesmo responde: “Definitivamente, não; os brasileiros que o fazem estão sendo roubados”.



   Isso porque o preço desse carro da Jeep cobrado no Brasil, R$ 179 mil (US$ 89,5 mil), é um acinte ao consumidor brasileiro, que está sendo feito de bobo. Em Miami com a grana que se compra um por aqui, daria pra comprar três deles por lá, porque lá ele custa US$ 28 mil, ou seja, em moeda daqui, R$ 56 mil.
   O preço do carro por lá (US$ 28 mil) é cerca de metade da renda média anual do americano, portanto equivale ao preço de dois carros. Aqui, segundo o IBGE, a renda média anual do brasileiro é de R$ 16.140,00 e, portanto, o brazuka precisaria trabalhar 11 anos para obter uma renda equivalente ao preço de um carro por aqui.
    Segundo o jornalista, os motivos para o alto preço no Brasil são os impostos excessivamente altos e a ingenuidade por parte dos consumidores. Arremata a matéria com uma gozação ferina: “Foi mal, Brazukas... não há status em um Toyota Corolla, um Honda Civic, um Jeep Grand Cherokee ou um Dodge Durango. Não se deixem enganar pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados. Pense dessa forma: o que você diria se um colega americano lhe dissesse que pagou US$ 150 por um par de Havaianas?”.

   Faltou ao jornalista americano conhecimento sobre os estudos chineses que propiciaram a descoberta da “Síndrome do Peru Pequeno”. Assim ele poderia incluir mais um motivo, talvez o principal, para os altos preços desses trambolhos no Brasil, além dos impostos e da ingenuidade dos Brazukas, como disse ele.     

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PRINCIPAIS ASSUNTOS DE IBITATÁ


     Hoje no Painel do Leitor do prestigioso e prestigiado diário de Ibitatá, o Obbá Coema, dois assuntos foram abordados pelos leitores: os cavaletes, com retrato de candidato a vice fungando no cangote do candidato a Prefeito, e a eterna não homologação do aeroporto local.
   Enquanto o principal assunto dos ibitatenses deveria ser os Programas de Governo dos candidatos a Prefeito, estamos discutindo os CAVALATES de dois deles. É por isso que, até hoje, não conseguimos homologar um aeroporto construído no século passado.
     E assim, Ibitatá vai ficando pra trás ou levando...



terça-feira, 7 de agosto de 2012

O NOVO MARQUETEIRO


       A Coligação Concomitantes por Ibitatá foi multada porque usou espaço público para botar sua propaganda eleitoral. Espalhou cavaletes nos canteiros centrais das principais avenidas da cidade, com foto do candidato a Vice fungando no cangote do candidato a Prefeito. Posição que, sinceramente, não entendo e manifestei esse não entendimento em postagem anterior, inclusive sugerindo a posição correta, usada no Nordeste, região de cabra macho.
     Voltando à vaca fria, também não entendi a justificativa da Coligação junto à Justiça Eleitoral, uma vez que, sei, ela é assessorada por competente advogado. Conforme reportagem do prestigioso e prestigiado semanário Obbá Coema, a Coligação “baseou-se em duas questões: o fato da propaganda ser móvel (e não fixa) e que canteiros centrais não são locais de passagem de pedestre, nem de veículos, ...”.
      O Juiz não aceitou. Também pudera. Para usar uma justificativa dessas, considerando os cavaletes propaganda móvel, ou esqueceram-se de botar rodinhas nos cavaletes ou confundiram cavalete com sofá, mesa, etc. O Gabinete do Prefeito e os banheiros públicos também não são passagens de pedestre e muito menos de veículos, isso não quer dizer que nesses dois lugares podem colocar cavaletes com propaganda eleitoral. Nos banheiros até podem entrar pedestres, mas ficam em pé ou assentados; no Gabinete do Prefeito jamais, só entram os cupinchas para pedir favores ou facilidades. Veículos, em nenhum dos dois.


    Estava eu tentando entender a colocação dos cavaletes e a justificativa para essa colocação, quando surge, serelepe e fagueiro, o Crentinho, amigo do homem.
     - “Cê viu?! Uma zoeira só o negócio dos cavalete!”.
     - Não entendi, Crentinho, uma coligação tão bem assessorada fazer uma besteira dessas, que pode até prejudicar seus candidatos.
      - “Uai, pensei que ocê era o único que ia entender, pruque nois dois nasceu na mesma época”.
      - Espera aí, cara; está me chamando de burro?
      - “Que isso, sô; cê sabe que te considero muito. O negócio é o seguinte. Eu é que falei pra botar os cavalete e dei a dica pra justificar. Lá no comitê tava todo mundo contra. Aí, num particular, convenci o homem. Então ele bateu a marreta e disse: vai colocar sim!!!
     - Marreta, não, Crentinho, martelo, corrigi.
     - “Martelo o caraio; cê acha que um home daquele ia bater um martelinho chinfrim, sô. Ele bate é marreta!”.
     - Mas, me diz uma coisa, Crentinho. Estou curioso. Como foi que você convenceu o homem a fazer tamanha asneira!
     - “Ocê não lembra dos reclame duma famosa loja do Rio de Janeiro, que passava no meio das novela da Rádio Nacional e que dizia: Falem mal, mas falem da Casa Natal. Pois então!”. 

COISA FEIA


Nada contra. Como diz o Crentinho: “Mais vale um gosto do que uma carrada de abroba”, mas, têm coisas que não devem ser feitas desse jeito. Fica esquisito retrato de dois homens, espalhados pelas ruas e avenidas ou colados no vidro traseiro dos carros, daquele jeito, um atrás do outro.
   Não dava pra tirar os retratos um ao lado do outro? Por que o vice tem que ficar atrás do candidato a Prefeito, fungando no seu cangote?
   Segundo Ferrando, um grande e fraternal amigo, “há coisas que nem Freud explica”.

ABAIXO SUGESTÃO DE FOTO PARA OS CANDIDATOS DE IBITATÁ:
Candidatos do Nordeste, onde só tem cabra macho, não vão permitir macho fungando nos seus cangotes.


 PODE ATÉ PARECER UMA DUPLA SERTANEJA, MAS ASSIM FICA MAIS BONITIM UM AO LADO DO OUTRO.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CERTEZA DE QUE AQUI FOI IGUAL


    Deu no globo.com:
        O advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-presidente do PT José Genoino, disse da Tribuna do STF: 


         "Ele [José Genoino] não é réu pelo que fez ou deixou de fazer, mas é réu pelo que ele foi. Se é bruxa, queima. Se é judeu, mata. É o direito penal nazista. Foi presidente do PT, então tem que ir para a cadeia".
       O advogado José Luís de Oliveira Lima, que defende o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou que não houve compra de votos no Congresso para beneficiar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que as testemunhas do processo mostraram que o mensalão não existiu.


      “O pedido de condenação de José Dirceu, com base nas provas dos autos, é o mais atrevido e escandaloso ataque à Constituição Federal”, afirmou Juca, apelido do advogado de Dirceu.
       O advogado também falou sobre Roberto Jefferson, que delatou o suposto esquema. "Não quero desmerecer quem faz a acusação, mas nós vamos situar um pouco o momento em que ele prestou seu depoimento. Estava acusado de ter participação na corrupção que existia nos correios, um homem eloquente, bom orador, que conseguiu fazer um bom teatro. Todas as acusações que ele fez contra Dirceu, a prova destruiu."
     Lendo as notícias acima, lembrei-me do Crentinho, o amigo do homem, que, muito antes desses famosos advogados, já fez a defesa de seu mestre com uma argumentação bastante parecida, mas não igual. Anticomunista ferrenho, Crentinho considera esse pessoal do PT, sem exceções, todos comunistas, por isso não acredita neles, nem a pau; nos advogados deles também.
    No caso de Ibitatá, Crentinho diz que foi tudo armado pelos comunistas, ajudados pelos invejosos, que fizeram fofoca das feias lá na capital para prejudicar Tatá e seus assessores. Os Promotores da capital acreditaram nas fofocas e fizeram aquele banzé todo aqui.
     Banzé que deu em nada, quando caiu nas mãos da justiça; essa, sim, que tem autoridade para prender ou soltar, inocentou a todos. Tanto que até o Obbá Coema, jornaleco que persegue Tatá por pura inveja, pediu desculpas pra ele.
   Quando quis intervir e explicar pro Crentinho que a história não era bem essa, que os processos não tinham sido julgados porque estavam parados no STF por causa de uma manobra processual dos advogados do seu ídolo, que sou leitor assíduo do Obbá Coema e nunca vi pedido de desculpa algum, deu uma pressa no homem, que me deixou falando sozinho e se mandou, mas, antes dizendo alto e bom som: “Num vem com esse seu palavriado floriado que eu num credito; é tudo mentira, foi tudo fofoca!”.
    Donde se conclui que, são todos farinha do mesmo saco e, pior, sem muita imaginação, porque, apesar de opositores na busca do poder, usam dos mesmos expedientes e métodos para se defenderem e manterem o poder. É sempre um jogando a culpa no outro e, engraçado, cada um acusando o outro de praticar as mesmas coisas. Lembro que o PT disse que quem criou o mensalão foram os tucanos de Minas Gerais.
     E nós, como ficamos?, pensei. “Pagamos a conta”, disse uma voz impositiva. Era Ferrando que acabara de chegar, ainda vendo Crentinho pelas costas. O danado do Ferrando lê pensamento! Não perdeu tempo, meu inseparável e particular amigo: "Tá pregando no deserto, amigão? Pura perda de tempo! Aqui em Ibitatá tem mais Crentinhos do que você  imagina, prontos pra colocarem no poder essa turminha de novo!".
      

domingo, 5 de agosto de 2012

O CRONISTA QUE SE CUIDE


   Crentinho, o amigo incondicional de Tatá, que diz morrer por ele quando preciso for, mas que jamais foi colocado a prova pra ver se morre mesmo, está indignado com um certo Cronista Social de Ibitatá, que  escreve no prestigioso e prestigiado semanário local e regional, Obbá Coema.
   Tudo porque o tal cronista, sexta passada em sua hebdomadária coluna, porque ele, segundo Crentinho, escreve somente um dia por semana, no outro copia notícias do próprio jornal, como já reclamou um atento leitor, acusou Tatá, seu ídolo, de ter marcado um encontro com seus correligionários no mesmo local e na mesma hora da chegada da imagem da Mãe Rainha para se autopromover, aproveitando o prestígio da Santa.
   Segundo Crentinho apurou junto ao seu ídolo, a história contada pelo cronista mundano é diferente do que realmente aconteceu. Foram os organizadores da vinda da Santa que, sabendo do horário do encontro dos correligionários de Tatá e querendo aproveitar de seu prestígio, marcaram a chegada Dela no mesmo local e hora para parecer que aquele povão todo foi lá por causa da chegada da Imagem.
   Tem mais, segundo Crentinho, se o fato tivesse acontecido como o cronista mundano disse, nada de mais haveria, porque, foi Tatá em 1.979 quem sugeriu a ida do Padre a Roma e à Alemanha para tornar a “Imagem Peregrina” mundialmente famosa. E ainda mais, Tatá financiou a viagem do Padre a Europa.
   Portanto, concluiu ele, são os organizadores da vinda da Mãe Rainha que têm uma dívida de gratidão com o Tatá e deveriam votar nele e ajudá-lo a cuidar bem de Ibitatá.
  PS: Os leitores desta história podem estranhar a narração acima, porque, sabidamente, Crentinho, pelo seu baixo nível de instrução, não teria condição de escrevê-la. Então, explico. Crentinho, quando me procurou indignado, estava com tanta raiva do cronista mundano que não tinha condições de articular as palavras, nem no seu linguajar característico. Assim, ofereci-me para traduzir e narrar sua indignação.
No entanto, garanto que o acima narrado é a pura verdade. Verdade do Crentinho, obviamente. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

OBBÁ COEMA MATA A COBRA E MOSTRA O PAU


   Deu em manchete de primeira página na edição de hoje do Obbá Coema (Folha da Manhã em Tupi), prestigioso e prestigiado semanário de Ibitatá e região: “Gestão dos aeroportos ainda é amadora na Região”. Se o amadorismo fosse só na gestão dos aeroportos a gente dava um jeito. Comprava uns carros de boi, transporte eficiente, barato e não poluente (ou pouco, porque, segundo os eco-chatos, o pum dos animais é poluente), muito usado nos tempos dos invernistas que fundaram esta famosa e maldita urbe.
   Mas, não, o amadorismo se espalha por toda a administração pública municipal, fato logo confirmado na página seguinte do prestigioso semanário. Na coluna “Deputado Antônio Carlos Arantes”, vulgo “Informes”, A Prefeitura de Ibitatá faz uma advertência em cinco tópicos da tal Coluna, ocupando mais da metade da dita, a um médico urologista com pretensões políticas que trabalha na Prefeitura (só faltaram dizer que o apelido dele é o nome em Tupi dos vários mamíferos cavadores noturnos da família dos dasipodídeos com as sílabas invertidas). O médico está fazendo poucas e boas, desafiando acintosamente a administração da Secretaria de Saúde e causando transtornos ao ambiente de trabalho.
   E no final da advertência, pasmem-se os detentores de mínimos conhecimentos sobre administração, ao invés de tomarem as providências cabíveis, transferem para o povo ibitatense a responsabilidade para com a solução do problema, ao afirmarem textualmente: “Cabe ao usuário frustrado e revoltado avaliar se vale a pena, blá, blá...”
   Não sabe o que fazer? Aqui vai a sugestão: Com calma e educação, chame o Empregado e aplique-lhe as punições de praxe, na sequência recomendada pelo Estatuto do Servidor Público Municipal. Acabaram-se as punições cabíveis (Advertência Verbal e Escrita e Suspensão) e não resolveu o problema, dispensa o homem por justa causa e pronto.
   O Doutor tem a mão grande e estão com medo dele? E daí; ele é um servidor como todos os outros o são. Aliás, por falar na mão do Doutor, alerto, para que não haja mal-entendido, que o pau do título dessa postagem nada tem a ver com a especialidade do médico em questão.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DINHEIRO DE QUEM, CARA PÁLIDA?


   A Justiça Eleitoral reuniu os candidatos de duas comunidades vizinhas, Ibitatá e Resplendor, e propôs uma campanha limpa, no sentido de limpeza, ou seja, sem sujar as ruas e muros. Nada a ver com o sentido de honestidade que a palavra também comporta, até porque, seguramente, esvaziaria a reunião, ficando poucos por lá pra ouvir a Justiça.
   Imaginava-se que qualquer candidato, por mais mão-aberta que fosse, aceitaria na hora a proposta. Seria uma grande oportunidade para se fazer uma campanha com poucos recursos financeiros. Os políticos de Ibitatá não aceitaram nada; já os de Resplendor aceitaram todos os itens da proposta e irão realizar uma campanha de baixíssimo custo.
   Da postura das duas comunidades, uma aceitando as propostas e a outra não, resultou duas opiniões.
   Crentinho, amigo incondicional dos seus amigos foi logo dizendo:
- “Os candidatos de Ibitatá são tudo mão-aberta; em Resplendor só dá mão-de-vaca”.
   Já Ferrando, meu fraternal, grande e inseparável amigo, parafraseando um Ex-ministro da Fazenda Tucano, Armínio Fraga, foi curto e grosso:
- “Acho que estão usando o meu, o seu, o nosso dinheiro para as milionárias campanhas de Ibitatá, jamais o deles”.


VIROU UMA ZONA


   Existe uma Lei Municipal de abril deste ano que estabelece os níveis de ruído permitidos nas diversas zonas de uso do município, bem como definem os dias da semana e os horários em que são permitidas as propagandas em carros de som.
  Os carros de som usados na propaganda eleitoral não estão nem aí para a tal lei, duramente conseguida junto aos nossos representantes, por pressão da sociedade. Estão circulando com o som em um nível muito acima do máximo permitido, num flagrante e irresponsável desrespeito à legislação recém-estabelecida.
   Esses carros de som são pagos pelos políticos em campanha eleitoral, dentre os quais, alguns serão muito em breve os responsáveis pela proposição e fiscalização das antigas e novas leis em nosso município. E, pior, pelo uso e a guarda de nosso suado dinheiro, arrancados de nós todos compulsoriamente, como impostos.
   Se, como candidatos, já agem como se fossem os donos de tudo, sem limites e sem freios, imaginem quando virarem “otoridade”. Vão transformar tudo numa zona. Não nas zonas de uso, como definidas na lei, mas nas antigas zonas do meu tempo, que eram usadas para determinadas coisas, hoje desusadas, porque tais coisas não têm mais lugares específicos para serem feitas.

TIROLESA



  Parece que o Tirolesa, para um homem que faz rir e considerando a atual situação política por aqui, está muito sério com sua candidatura a Vereador.


TIROLESA
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Se solta, homem. Faz que nem o Tiririca.
Abaixo algumas sugestões para slogan:
 “Igualzinho ao Tiririca, vote Tirolesa, pior que tá não fica!”.
“Com Tirolesa, na Câmara será o fim da moleza”.
“Tirolesa, se nada fizer, pelo menos fará rir”.
   Vamos lá pessoal, eleger o homem que faz rir, principalmente as crianças. Quem lida com criança tem a alma pura e leve, incapaz de fazer o que muitos andam fazendo em nosso nome, os ditos representantes do povo passense, podendo assim nos surpreender positivamente.  

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

SÍNDROME DO PERU PEQUENO




   Estudos desenvolvidos na antiguidade pelos chineses provaram que 98% dos homens que eram proprietários de veículos para transporte pessoal exageradamente grandes, que atravancavam as vias de circulação e criavam dificuldades para os demais mortais, tinham aquilo muito pequeno em comparação com o tamanho médio do da população masculina chinesa. 




    Esses estudos ficaram conhecidos como “小陰莖綜合em chinês, ouSmall dick syndrome” em inglês, que numa tradução livre para o português significa “Síndrome do peru pequeno”. Trocando em miúdos, quanto maior o carro, menor aquilo ou, matematicamente: o tamanho daquilo é inversamente proporcional ao tamanho do carro.
   Se os antigos chineses tiverem razão, a proliferação de enormes camionetes cabine dupla, invariavelmente ocupadas por uma única pessoa e com uma lona preta tapando a carroceria, como a dizer: não carrego nada aqui, indica que a turma do Peru pequeno é exageradamente grande por estas paragens.
   Agora, incomoda paca, principalmente quando esses enormes veículos estacionam em diagonal, ocupando parte significativa da pista de rolamento. Está na hora de o poder público tomar uma providência. Não quanto ao peru dos donos, porque não existe solução, continuarão pequenininhos para sempre, mas com relação aos veículos desnecessariamente grandes, circulando por aí como se adequados fossem às antigas e inadequadas vias públicas deste enorme país.
   Se o enunciado da síndrome, “o tamanho daquilo é inversamente proporcional ao tamanho do carro”, se aplicar também a Carro de Som, tem candidato aqui em Ibitatá que o coisinha deve sumir no inverno de tão grande é o carro. Tão grande que não cabe nas ruas de Ibitatá, se tornando um acinte aos usuários das apertadas e tortuosas vias públicas ibitatenses.