quarta-feira, 1 de agosto de 2012

SÍNDROME DO PERU PEQUENO




   Estudos desenvolvidos na antiguidade pelos chineses provaram que 98% dos homens que eram proprietários de veículos para transporte pessoal exageradamente grandes, que atravancavam as vias de circulação e criavam dificuldades para os demais mortais, tinham aquilo muito pequeno em comparação com o tamanho médio do da população masculina chinesa. 




    Esses estudos ficaram conhecidos como “小陰莖綜合em chinês, ouSmall dick syndrome” em inglês, que numa tradução livre para o português significa “Síndrome do peru pequeno”. Trocando em miúdos, quanto maior o carro, menor aquilo ou, matematicamente: o tamanho daquilo é inversamente proporcional ao tamanho do carro.
   Se os antigos chineses tiverem razão, a proliferação de enormes camionetes cabine dupla, invariavelmente ocupadas por uma única pessoa e com uma lona preta tapando a carroceria, como a dizer: não carrego nada aqui, indica que a turma do Peru pequeno é exageradamente grande por estas paragens.
   Agora, incomoda paca, principalmente quando esses enormes veículos estacionam em diagonal, ocupando parte significativa da pista de rolamento. Está na hora de o poder público tomar uma providência. Não quanto ao peru dos donos, porque não existe solução, continuarão pequenininhos para sempre, mas com relação aos veículos desnecessariamente grandes, circulando por aí como se adequados fossem às antigas e inadequadas vias públicas deste enorme país.
   Se o enunciado da síndrome, “o tamanho daquilo é inversamente proporcional ao tamanho do carro”, se aplicar também a Carro de Som, tem candidato aqui em Ibitatá que o coisinha deve sumir no inverno de tão grande é o carro. Tão grande que não cabe nas ruas de Ibitatá, se tornando um acinte aos usuários das apertadas e tortuosas vias públicas ibitatenses.     

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