Deu no globo.com:
O advogado Luiz Fernando
Pacheco, que defende o ex-presidente do PT José Genoino, disse da Tribuna do
STF:
"Ele [José Genoino] não é réu pelo que fez ou deixou de fazer, mas
é réu pelo que ele foi. Se é bruxa, queima. Se é judeu, mata. É o direito penal
nazista. Foi presidente do PT, então tem que ir para a cadeia".
O
advogado José Luís de Oliveira Lima, que defende o ex-ministro da Casa Civil
José Dirceu afirmou que não houve compra de votos no
Congresso para beneficiar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
e que as testemunhas do processo mostraram que o mensalão não existiu.
“O pedido de condenação de
José Dirceu, com base nas provas dos autos, é o mais atrevido e escandaloso
ataque à Constituição Federal”, afirmou Juca, apelido do advogado de Dirceu.
O advogado também falou sobre Roberto Jefferson, que delatou o suposto
esquema. "Não quero desmerecer quem faz a acusação, mas nós vamos situar
um pouco o momento em que ele prestou seu depoimento. Estava acusado de ter
participação na corrupção que existia nos correios, um homem eloquente, bom
orador, que conseguiu fazer um bom teatro. Todas as acusações que ele fez
contra Dirceu, a prova destruiu."
Lendo as notícias acima,
lembrei-me do Crentinho, o amigo do homem, que, muito antes desses famosos advogados,
já fez a defesa de seu mestre com uma argumentação bastante parecida, mas não
igual. Anticomunista ferrenho, Crentinho considera esse pessoal do PT, sem
exceções, todos comunistas, por isso não acredita neles, nem a pau; nos
advogados deles também.
No caso de Ibitatá, Crentinho
diz que foi tudo armado pelos comunistas, ajudados pelos invejosos, que fizeram
fofoca das feias lá na capital para prejudicar Tatá e seus assessores. Os
Promotores da capital acreditaram nas fofocas e fizeram aquele banzé todo aqui.
Banzé que deu em nada, quando
caiu nas mãos da justiça; essa, sim, que tem autoridade para prender ou soltar,
inocentou a todos. Tanto que até o Obbá Coema, jornaleco que persegue Tatá por
pura inveja, pediu desculpas pra ele.
Quando quis intervir e explicar
pro Crentinho que a história não era bem essa, que os processos não tinham sido
julgados porque estavam parados no STF por causa de uma manobra processual dos
advogados do seu ídolo, que sou leitor assíduo do Obbá Coema e nunca vi pedido
de desculpa algum, deu uma pressa no homem, que me deixou falando sozinho e se
mandou, mas, antes dizendo alto e bom som: “Num vem com esse seu palavriado
floriado que eu num credito; é tudo mentira, foi tudo fofoca!”.
Donde se conclui que, são
todos farinha do mesmo saco e, pior, sem muita imaginação, porque, apesar de
opositores na busca do poder, usam dos mesmos expedientes e métodos para se
defenderem e manterem o poder. É sempre um jogando a culpa no outro e, engraçado, cada um acusando o outro de praticar as mesmas coisas. Lembro que o PT disse que quem criou o mensalão foram os tucanos de Minas Gerais.
E nós,
como ficamos?, pensei. “Pagamos a conta”, disse uma voz impositiva. Era Ferrando que
acabara de chegar, ainda vendo Crentinho pelas costas. O danado do Ferrando lê pensamento! Não perdeu tempo, meu inseparável e particular amigo: "Tá pregando no deserto, amigão? Pura perda de tempo! Aqui em Ibitatá tem mais Crentinhos do que você imagina, prontos pra colocarem no poder essa turminha de novo!".


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