“Dirigir o carro
Grand Cherokee pelas ruas das cidades brasileiras é chique, não é?” Pergunta o
jornalista Kenneth
Rapoza da Revista
norte-americana Forbes. Como está na moda atualmente, ele mesmo responde: “Definitivamente,
não; os brasileiros que o fazem estão sendo roubados”.
Isso
porque o preço desse carro da Jeep cobrado no Brasil, R$ 179 mil (US$ 89,5 mil),
é um acinte ao consumidor brasileiro, que está sendo feito de bobo. Em Miami
com a grana que se compra um por aqui, daria pra comprar três deles por lá,
porque lá ele custa US$ 28 mil, ou seja, em moeda daqui, R$ 56 mil.
O preço
do carro por lá (US$ 28 mil) é cerca de metade da renda média anual do
americano, portanto equivale ao preço de dois carros. Aqui, segundo o IBGE, a
renda média anual do brasileiro é de R$ 16.140,00 e, portanto, o brazuka precisaria
trabalhar 11 anos para obter uma renda equivalente ao preço de um carro por
aqui.
Segundo o jornalista, os motivos para o
alto preço no Brasil são os impostos excessivamente altos e a ingenuidade por
parte dos consumidores. Arremata a matéria com uma gozação ferina: “Foi
mal, Brazukas... não há status em um Toyota Corolla, um Honda Civic, um Jeep
Grand Cherokee ou um Dodge Durango. Não se deixem enganar pelo preço. Vocês
estão definitivamente sendo roubados. Pense dessa forma: o que você diria se um
colega americano lhe dissesse que pagou US$ 150 por um par de Havaianas?”.
Faltou ao jornalista americano conhecimento sobre os estudos chineses que
propiciaram a descoberta da “Síndrome do Peru Pequeno”. Assim ele poderia
incluir mais um motivo, talvez o principal, para os altos preços desses
trambolhos no Brasil, além dos impostos e da ingenuidade dos Brazukas, como
disse ele.

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