A Coligação
Concomitantes por Ibitatá foi multada porque usou espaço público para botar sua
propaganda eleitoral. Espalhou cavaletes nos canteiros centrais das principais
avenidas da cidade, com foto do candidato a Vice fungando no cangote do
candidato a Prefeito. Posição que, sinceramente, não entendo e manifestei esse
não entendimento em postagem anterior, inclusive sugerindo a posição correta,
usada no Nordeste, região de cabra macho.
Voltando à vaca
fria, também não entendi a justificativa da Coligação junto à Justiça Eleitoral,
uma vez que, sei, ela é assessorada por competente advogado. Conforme
reportagem do prestigioso e prestigiado semanário Obbá Coema, a Coligação
“baseou-se em duas questões: o fato da propaganda ser móvel (e não fixa) e que
canteiros centrais não são locais de passagem de pedestre, nem de veículos,
...”.
O Juiz não
aceitou. Também pudera. Para usar uma justificativa dessas, considerando os
cavaletes propaganda móvel, ou esqueceram-se de botar rodinhas nos cavaletes ou
confundiram cavalete com sofá, mesa, etc. O Gabinete do Prefeito e os banheiros
públicos também não são passagens de pedestre e muito menos de veículos, isso não
quer dizer que nesses dois lugares podem colocar cavaletes com propaganda
eleitoral. Nos banheiros até podem entrar pedestres, mas ficam em pé ou
assentados; no Gabinete do Prefeito jamais, só entram os cupinchas para pedir
favores ou facilidades. Veículos, em nenhum dos dois.
Estava eu tentando
entender a colocação dos cavaletes e a justificativa para essa colocação, quando
surge, serelepe e fagueiro, o Crentinho, amigo do homem.
- “Cê viu?! Uma zoeira
só o negócio dos cavalete!”.
- Não entendi,
Crentinho, uma coligação tão bem assessorada fazer uma besteira dessas, que
pode até prejudicar seus candidatos.
- “Uai, pensei que ocê era o único que ia
entender, pruque nois dois nasceu na mesma época”.
- Espera aí, cara;
está me chamando de burro?
- “Que isso, sô;
cê sabe que te considero muito. O negócio é o seguinte. Eu é que falei pra
botar os cavalete e dei a dica pra justificar. Lá no comitê tava todo mundo
contra. Aí, num particular, convenci o homem. Então ele bateu a marreta e
disse: vai colocar sim!!!
- Marreta, não,
Crentinho, martelo, corrigi.
- “Martelo o
caraio; cê acha que um home daquele ia bater um martelinho chinfrim, sô. Ele
bate é marreta!”.
- Mas, me diz uma
coisa, Crentinho. Estou curioso. Como foi que você convenceu o homem a fazer
tamanha asneira!
- “Ocê não lembra
dos reclame duma famosa loja do Rio de Janeiro, que passava no meio das novela
da Rádio Nacional e que dizia: Falem mal, mas falem da Casa Natal. Pois
então!”.

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