terça-feira, 7 de agosto de 2012

O NOVO MARQUETEIRO


       A Coligação Concomitantes por Ibitatá foi multada porque usou espaço público para botar sua propaganda eleitoral. Espalhou cavaletes nos canteiros centrais das principais avenidas da cidade, com foto do candidato a Vice fungando no cangote do candidato a Prefeito. Posição que, sinceramente, não entendo e manifestei esse não entendimento em postagem anterior, inclusive sugerindo a posição correta, usada no Nordeste, região de cabra macho.
     Voltando à vaca fria, também não entendi a justificativa da Coligação junto à Justiça Eleitoral, uma vez que, sei, ela é assessorada por competente advogado. Conforme reportagem do prestigioso e prestigiado semanário Obbá Coema, a Coligação “baseou-se em duas questões: o fato da propaganda ser móvel (e não fixa) e que canteiros centrais não são locais de passagem de pedestre, nem de veículos, ...”.
      O Juiz não aceitou. Também pudera. Para usar uma justificativa dessas, considerando os cavaletes propaganda móvel, ou esqueceram-se de botar rodinhas nos cavaletes ou confundiram cavalete com sofá, mesa, etc. O Gabinete do Prefeito e os banheiros públicos também não são passagens de pedestre e muito menos de veículos, isso não quer dizer que nesses dois lugares podem colocar cavaletes com propaganda eleitoral. Nos banheiros até podem entrar pedestres, mas ficam em pé ou assentados; no Gabinete do Prefeito jamais, só entram os cupinchas para pedir favores ou facilidades. Veículos, em nenhum dos dois.


    Estava eu tentando entender a colocação dos cavaletes e a justificativa para essa colocação, quando surge, serelepe e fagueiro, o Crentinho, amigo do homem.
     - “Cê viu?! Uma zoeira só o negócio dos cavalete!”.
     - Não entendi, Crentinho, uma coligação tão bem assessorada fazer uma besteira dessas, que pode até prejudicar seus candidatos.
      - “Uai, pensei que ocê era o único que ia entender, pruque nois dois nasceu na mesma época”.
      - Espera aí, cara; está me chamando de burro?
      - “Que isso, sô; cê sabe que te considero muito. O negócio é o seguinte. Eu é que falei pra botar os cavalete e dei a dica pra justificar. Lá no comitê tava todo mundo contra. Aí, num particular, convenci o homem. Então ele bateu a marreta e disse: vai colocar sim!!!
     - Marreta, não, Crentinho, martelo, corrigi.
     - “Martelo o caraio; cê acha que um home daquele ia bater um martelinho chinfrim, sô. Ele bate é marreta!”.
     - Mas, me diz uma coisa, Crentinho. Estou curioso. Como foi que você convenceu o homem a fazer tamanha asneira!
     - “Ocê não lembra dos reclame duma famosa loja do Rio de Janeiro, que passava no meio das novela da Rádio Nacional e que dizia: Falem mal, mas falem da Casa Natal. Pois então!”. 

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