segunda-feira, 25 de março de 2013

EMENDA À LOM


   Considerando que os vereadores passenses criaram uma nova atribuição para a Câmara Municipal, sem o devido respaldo legal, ao se autoatribuírem a função de viajar até Brasília e Belzonte (usando recursos públicos), em bando, para buscar recursos para o município, junto aos governos federal e estadual; que, para respeitar o princípio constitucional da publicidade, publicam matéria paga nos jornais (usando recursos públicos), com foto e tudo, todos engravatados, para informar o eleitorado das providências que estão tomando para o bem de todos.    
   Sugere-se, para sanar a ilegalidade e evitar que algum chato radical e do contra denuncie ao Ministério Público a ilegalidade dessa nova atribuição da egrégia Câmara, impedindo que sejam carreados rios de dinheiro para a nossa Passos,  que se aprove uma emenda à Lei Orgânica do Município nos termos abaixo:
EMENDA À LEI ORGÂNICA Nº 24
Acrescenta ao Art. 22 da Lei Orgânica do Município o inciso XXX.
A Mesa da Câmara Municipal de Passos, no uso legal das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 43, inciso I, da Lei Orgânica do Município, promulga a seguinte Emenda ao texto da Lei Orgânica Municipal:
Art. 1º Ao art. 22 da Lei Orgânica do Município de Passos, que estabelece as competências privativas da Câmara Municipal, fica acrescido o inciso XXX quem passa a vigorar com a seguinte redação:
XXX – a busca de recursos pelos vereadores, junto aos governos estadual e federal, observados os seguintes preceitos:
    a)    as despesas de viagens serão descontadas dos subsídios dos vereadores que buscaram os recursos;
    b)   as matérias pagas nos jornais, relatando os resultados das viagens, também serão descontadas dos subsídios dos vereadores que buscaram os recursos”;
  Art. 2º Esta Emenda à Lei Orgânica Municipal entra em vigor na data de sua promulgação.
   
 PS: O chato do Ferrando já disse que “jamais viu recurso algum vindo pra Passos com o uso desse estratagema”. 


quinta-feira, 14 de março de 2013

Eta Santo Danado!



      O distraído São Pedro, com a colaboração de homens de pouca fé, transformou os buracos do Hernani em buracos repaginados do Ataíde em menos de 30 dias.


quarta-feira, 13 de março de 2013

SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?



     Uma história acontecida aqui bem perto de nos ilustra o fundo do poço que atingimos nos tempos atuais, com relação a atitudes de nossas “otoridades”, que acham que podem invadir qualquer local sem ser convidadas ou autorizadas.
     Certo domingo, visitava a Usina de Furnas, acompanhado de sua família, o vice-presidente da empresa. Homem simples e educado, engenheiro competentíssimo, dispensou o motorista engravatado que o acompanhava, assumiu a direção do veículo e foi com toda a família visitar a usina.
     Como era a primeira vez que visitava, em caráter não oficial, uma usina da empresa em operação, não sabia da necessidade de autorização para a visita. Lá chegando, foi barrado pelo guarda de plantão. De longe, observava a cena o responsável pela operação da usina, engenheiro Oyama. Percebendo a movimentação e vendo quem estava no carro, pra lá se dirigiu para receber o vice-presidente.
     Não deu tempo. Dr. Lyra havia dado meia volta e ido embora. Ao chegar ao local, Oyama perguntou ao guarda o que havia acontecido. Aquele senhor com aquele povão todo (Dr. Lyra tinha muitos filhos) queria visitar a usina; perguntei se ele tinha autorização; disse que não; aí eu disse que não podia. Sabe quem você barrou, perguntou Oyama. Não. Barrou o vice-presidente de Furnas. O guarda desmaiou no ato.
    Houve um corre-corre para sanar o dano. Não deu tempo. Dr. Lyra retornou ao Rio logo depois do almoço. Ficou então a expectativa do iria acontecer na segunda-feira. Naquele tempo a comunicação com o Rio era precária, feita através de um telégrafo.
    Depois do almoço daquela segunda, o chefe da usina recebeu um telegrama do Dr. Lyra, solicitando que ele cumprimentasse o guarda da usina pela atitude competente e responsável, que o deixou tranquilo quanto à segurança das instalações e que, tal atitude, tinha sido uma aula de profissionalismo para os seus filhos.
   Naquela época as autoridades eram por completas: cabeça, tronco e membros. Agora elegem “otoridade” pelas metades: um pedacinho pequeno e duro da anatomia humana. Aí, dá no que está dando.   

Nada a ver com o texto acima, mas este foi o maior atacante que o curingão já teve.

terça-feira, 12 de março de 2013

Moça da Dengue



     Recebi hoje (12/03/13) de manhã a visita da moça da dengue. Fez uma inspeção minuciosa, demonstrando competência e profissionalismo, além de muita educação. Nunca vi nada igual nesses mais de 21 anos em que moro em Passos.
     Também pela primeira vez nesses 21 anos, foram encontrados dois possíveis focos que, pelo local em que estavam, somente alguém minucioso, com conhecimento e dedicação, encontraria. Deu orientações claras de como evitar a repetição do problema. Colheu pacientemente o material para uma analise mais precisa.
     Graças à Sônia, este é seu nome, pela primeira vez senti que a carga tributária que nos impõe o poder público poderia ter algum sentido, se todos os prestadores de serviços públicos agissem como ela.


sexta-feira, 8 de março de 2013

EM RESPOSTA AOS DESTRAMBELHADOS



   Como dizia Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon: “O estilo é o próprio homem” (Le style c'est l'homme même). Por isso é fácil identificar o ghost writer
     Não costumo responder a ghost writer. Abro uma exceção. Para facilitar, no presente texto, identificarei o ghost writer, aquele que escreve pros outros, como contratado e aquele que, por razões que não vêm ao caso, contrata os outros pra escrever pra ele, como contratante.
     A busca obsessiva pelo poder emouquece e enceguece as pessoas, fazendo com que deturpem a realidade. O contratado não percebe isso ou finge não perceber pra fazer jus ao caraminguá que irá receber e imagina que quem está contrariando seu contratante está concorrendo com ele (se aquiete, não é o meu caso). Ou o contratante se esquece de conversas recentes, provocadas por ele, e concorda que seu interlocutor possa ter chicoteado (sic) a realidade do que aconteceu.
      Concordo com grande parte do que foi escrito pelo contratado: não sou entendido em educação (por isso, em nenhum momento tratei do assunto no que escrevi); sou a favor da estadualização da FESP (será que todos os “amigos” o são também ou estão atrás de algo inconfessável); por causa da lei que criou a FESP, seu estatuto só será modificado se o governador de plantão quiser (por isso não entendo a barulhada que os amigos da FESP estão fazendo).
      Não concordo com algumas colocações do contratado. Quanto ao parecer da Promotoria, parece que o contratado é que não leu a resposta da Promotora à segunda matéria paga dos Amigos da FESP. A FESTA a que me referi não tem nada a ver com a estadualização da FESP; mas, sim, com os deslocamentos, almoços, jantares, hospedagem e et cetera em Belzonte e, também, com a grana pra patrocinar extensas matérias pagas nos jornais.
     Tá na hora dos Amigos da FESP caírem na realidade. Pelo jeito não viram nem, muito menos, ouviram o Secretário de Ciência e Tecnologia na sua última visita a Passos.
      Ao contratante, reafirmo o que sempre lhe disse, quando por ele procurado, com um dito: “Estão tirando a castanha da chapa quente com a mão dos outros”. Ficam bem com o Secretário e atormentam a direção da FESP. Quem mete a mão na chapa, antigamente, era conhecido como “inocente útil”. O tempo, implacável, dirá. Entretanto, não podemos nos esquecer de que a vaidade é o pecado preferido do demônio.
     
   

terça-feira, 5 de março de 2013

FICHA ENCARDIDA


     O texto original do projeto da lei da Ficha Limpa de iniciativa popular previa que o candidato a cargo público perderia o direito de concorrer quando mesmo se condenado em primeira instância. Havia então duas categorias de candidatos: os sem condenação, considerados Ficha Limpa e os condenados, os Fichas Suja.
     O Congresso Nacional quebrou essa dicotomia ao excluir o candidato condenado em primeira instância do rol dos Fichas Suja, criando uma excrescência: candidato condenado considerado Ficha Limpa.
     Para evitar que condenados em primeira instância usem essa falha da legislação, se autoproclamando homens sérios e honestos, ou seja, políticos fichas limpa, sugiro que se crie pra eles uma terceira categoria de candidatos: OS FICHAS ENCARDIDA.