Cristo disse ao jornal Folha da Manhã terça última que “ainda não há solução para o aumento de vagas”. E
arrematou: “a questão da falta de vaga de estacionamento é devido à quantidade
de veículos que aumentou muito”. Para Ele “a tendência é cada vez ficar mais
difícil caso as vendas de veículos não pararem por um tempo”.
Espero que essa
última frase Dele seja um desabafo e não uma sugestão, porque, se aceita a
sugestão, haverá desemprego em massa e em todos os setores, uma vez que o
automóvel é o maior responsável pela disseminação e criação de empregos na
cadeia produtiva de bens e serviços de qualquer país.
Da entrevista de
Cristo parece que o maior problema de estacionamento está na Praça da Matriz,
porque disse Ele: “na praça é impossível mexer para criar vagas”, completando:
“a nossa cidade não foi programada para receber esse tanto de veículo e ainda
aumentou o número de lojas no comércio: então é complicado”.
É o bem-vindo e
previsível progresso, meu caro, que por aqui, por obra e graça da situação
geográfica de nossa querida cidade, acontece à revelia do administrador público
de plantão, inapetente ou incompetente para antever suas conseqüências negativas
e tomar as providências que os evitará ou amenizará. Tomam a atitude mais
cômoda: deixa acontecer porque ou povo se acostumará ou irá se virar.
Ouso fazer algumas
sugestões ao Cristo. Antes, porém, para evitar ser taxado de herege ou infiel,
como o fui certa vez aqui no acima citado jornal, explico que o Cristo em questão é o
Diretor do Departamento de Trânsito da culta e progressista cidade de Passos,
MG.
Procurar na
Praça da Matriz um terreno baldio, medindo 25 metros de frente e 30 de lado,
fechado na frente por uma cerca de curral mal feita e não muito bem cuidada,
encimada por placas de propaganda enormes e desgastadas. A administração
municipal poderia instar o proprietário do suposto terreno a construir um
estacionamento no local.
Caso o suposto proprietário do suposto
terreno não atendesse ao pedido da administração, IPTU Progressivo nele, já
previsto em nossa legislação e jamais aplicado. Aproveitar o embalo e aplicar o
IPTU Progressivo no restante da cidade como é do desejo do atual prefeito.
Pelos meus
precários cálculos, o suposto terreno ocioso suportaria 40 vagas para carros
médios e pequenos, aumentando em 1/3 as vagas públicas rotativas existentes na
praça.
Paralelamente, senão não irá dar certo,
fiscalizar com rigor o uso das vagas rotativas públicas existentes, transformadas
em vagas de garagem diurna a céu aberto, pelo famoso jeitinho brasileiro de
resolver problemas lhe causados pela ineficácia da administração pública
pátria, fato comprovado pela baixa rotatividade dessas vagas.

