quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cristo joga a toalha



     Cristo disse ao jornal Folha da Manhã terça última que “ainda não há solução para o aumento de vagas”. E arrematou: “a questão da falta de vaga de estacionamento é devido à quantidade de veículos que aumentou muito”. Para Ele “a tendência é cada vez ficar mais difícil caso as vendas de veículos não pararem por um tempo”.
     Espero que essa última frase Dele seja um desabafo e não uma sugestão, porque, se aceita a sugestão, haverá desemprego em massa e em todos os setores, uma vez que o automóvel é o maior responsável pela disseminação e criação de empregos na cadeia produtiva de bens e serviços de qualquer país.
     Da entrevista de Cristo parece que o maior problema de estacionamento está na Praça da Matriz, porque disse Ele: “na praça é impossível mexer para criar vagas”, completando: “a nossa cidade não foi programada para receber esse tanto de veículo e ainda aumentou o número de lojas no comércio: então é complicado”.
     É o bem-vindo e previsível progresso, meu caro, que por aqui, por obra e graça da situação geográfica de nossa querida cidade, acontece à revelia do administrador público de plantão, inapetente ou incompetente para antever suas conseqüências negativas e tomar as providências que os evitará ou amenizará. Tomam a atitude mais cômoda: deixa acontecer porque ou povo se acostumará ou irá se virar.    
     Ouso fazer algumas sugestões ao Cristo. Antes, porém, para evitar ser taxado de herege ou infiel, como o fui certa vez aqui no acima citado jornal, explico que o Cristo em questão é o Diretor do Departamento de Trânsito da culta e progressista cidade de Passos, MG.
      Procurar na Praça da Matriz um terreno baldio, medindo 25 metros de frente e 30 de lado, fechado na frente por uma cerca de curral mal feita e não muito bem cuidada, encimada por placas de propaganda enormes e desgastadas. A administração municipal poderia instar o proprietário do suposto terreno a construir um estacionamento no local.
     Caso o suposto proprietário do suposto terreno não atendesse ao pedido da administração, IPTU Progressivo nele, já previsto em nossa legislação e jamais aplicado. Aproveitar o embalo e aplicar o IPTU Progressivo no restante da cidade como é do desejo do atual prefeito.
     Pelos meus precários cálculos, o suposto terreno ocioso suportaria 40 vagas para carros médios e pequenos, aumentando em 1/3 as vagas públicas rotativas existentes na praça.
     Paralelamente, senão não irá dar certo, fiscalizar com rigor o uso das vagas rotativas públicas existentes, transformadas em vagas de garagem diurna a céu aberto, pelo famoso jeitinho brasileiro de resolver problemas lhe causados pela ineficácia da administração pública pátria, fato comprovado pela baixa rotatividade dessas vagas.  
     
        

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