terça-feira, 15 de abril de 2014

Lamentável e triste


     Na terra em que nasci e escolhi pra morrer, a maior autoridade do legislativo municipal, pra evitar o encontro com o oficial de justiça que iria lhe comunicar a segunda cassação da maior autoridade do executivo local, como manda a lei, tentou se mandar pelos fundos da sede do poder que preside pra se livrar de cumprir o seu dever e dar tempo a seu correligionário de ganhar um tempo pra se livrar, mesmo que temporariamente, de ser cassado.
     O oficial de justiça, conhecedor inconteste do caráter e da ética dos nossos representantes políticos, o aguardou, pasmem, na porta dos fundos, flagrando a tentativa da autoridade de escafeder-se.

     Desacorçoado e impotente, por não vislumbrar um futuro melhor pra minha terra, sentei-me na margem do degradado e quase seco ribeirão Bocaina e chorei.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Memória fraca ou seletiva?


     O prestigiado e prestigioso diário regional Folha da Manhã, em sua coluna “Informes” da última sexta, ao comparar a “estadualização” das fundações feitas por Azeredo e Anastasia, foi enfático e categórico: “agora foi feito através de lei, ou seja, mesmo que o futuro governador queira voltar atrás, não poderá”.
     Lembro que, antes da lei considerada acima, existiam duas outras leis semelhantes, pra não dizer iguais, vigendo. Uma do governo Newton Cardoso (lei estadual nº 10.323/90) e outra do Hélio Garcia (lei nº 11.539/94). Portanto, Azeredo não estadualizou por decreto; ele assinou o decreto de estadualização com base em leis vigentes.
     Até mesmo porque, o decreto pela sua natureza é subordinado à lei e se presta, na maioria das vezes, para regulamenta-la. Assim, Azeredo não tinha prerrogativa para estadualizar se não houvesse uma lei que o autorizasse. Decreto com força de lei por aqui só nas ditaduras.
     Mas, mesmo com lei e decreto como agora, não houve como impedir que Itamar chutasse o balde solenemente, com uma simples canetada. Itamar, apesar de não gostar dos tucanos, tinha o cheiro deles. Imagina o que não fará a turma do PT que, segundo o Bolsonaro, tem cheiro de enxofre. Portanto, seminovas taubateanas, nada mudou.

     Só o nome dos políticos mudou, mas, continuam os mesmos no modo de pensar, agir e tapear. Logo logo, esses mesmos políticos, que se “esqueceram” de alocar grana, e muita grana, no orçamento do estado para viabilizar a estadualização da FESP, estarão buscando, entre nossas autoridades, culpados pela não estadualização. Quem sobreviver verá.