sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Estamos redondamente enganados.


         A Rodovia Newton Penido, vulgo MG-050, não passa pelo município de Passos, como todos pensamos. Este ledo e fatal engano tem nos levado a buscar soluções no lugar errado para os problemas da rodovia que passa por aqui. Pior ainda, culpar políticos da vizinhança injustamente pela não solução desses problemas, típico de lideranças inoperantes e desinformadas.
          Então, qual é a Rodovia que passa por aqui? Sinceramente, não sei! Mas, a MG-050, tenho certeza de que não é! Para confirmar, basta consultar o site da concessionária Nascentes das Gerais, lembrando que dos três itens de sua missão o mais importante é “Proporcionar segurança e fluidez nas rodovias sob concessão”. 
           Se a rodovia passasse pelo município passense:
- Na sinalização ao longo da MG-050 apareceria o nome de Passos e a respectiva quilometragem;
- O trevo da Avenida Arlindo Figueiredo já teria sido implantado há muito tempo, em nome da segurança.
- A duplicação da travessia da área urbana já estaria pronta, em nome da segurança e da fluidez, porque iniciada, muitos anos antes da concessão, pelo DER-MG.
- O Prefeito de Passos a época, ligado ao governo do Estado, teria ido à audiência pública levando as demandas do município para que fossem incluídas no Plano Diretor da Concessionária, em nome do povo passense que o elegeu.
- Haveria uma praça de pedágio instalada no município de Passos. Mas, não, as seis praças de pedágio estão localizadas nos municípios de Itaúna, Divinópolis, Formiga, Capitólio, Rio Conquista e São Sebastião do Paraíso.
- O município de Passos teria sido beneficiado pelo ISSQN recolhido pela Concessionária, como o foram dezessete deles ao longo da MG-050, listados no site da Nascentes das Gerais.
           Em nome da verdade, tenho que reconhecer que, diante da grandiosidade de Passos e do prestígio incontestável de suas lideranças políticas, a concessionária Nascentes das Gerais, reconhecendo essa grandeza, construiu no município uma de suas seis Bases de Apoio aos Usuários (Ver site da concessionária).

           Todas as informações acima podem ser confirmadas em: www.nascentesnet.com.br.


domingo, 1 de dezembro de 2013

De boas intenções o inferno está cheio.



     O governador Anastasia, em visita a Passos sexta última, afirmou em discurso que o processo de estadualização da FESP será concluído em março de 2014.
     Como um bom e desconfiado mineiro, sabendo que os discursos do governador são escritos por assessores, procurei confirmar esta boa intenção nos documentos oficiais que definem as despesas e investimentos do Estado no próximo ano, quais sejam: Plano Plurianual, Lei das Diretrizes Orçamentárias de 2014 e Orçamento do mesmo ano.
     Na revisão do Plano Plurianual 2012 – 2015, exercício de 2014, a ação 1227 -  Ensino Superior, que trata da absorção das Fundações, foi excluída, com a justificativa de que seria acompanhada na ação 1226 – Expansão do Ensino Superior. Nesta ação há grana alocada somente para FAPEMIG algo em torno de 2 milhões de reais para o Sul de Minas). Nada para absorver o que quer que seja.
    Na Lei das Diretrizes Orçamentárias não existe uma palavra sequer sobre absorção, estadualização ou Fundações Associadas à UEMG e muito menos sobre a própria UEMG.
     Estranhamente, no orçamento de 2014 estão mantidas as bolsas de estudo para alunos carentes (8 milhões de reais), desnecessárias se as Fundações forem absorvidas ano que vem; no Plano Plurianual revisado também, para os anos de 2014 a 2017.
     Obviamente, tudo isso pode ser mudado para o ano que vem e para sempre, através de suplementação e relocação de verbas. Mas, comparando o orçamento deste ano com o do ano que vem, este é maior 5,72% para uma inflação estimada de 5,87%, demonstrando que o cobertor vai ficar mais curto ainda.
     Não se pode esquecer que a despesa anual da FESP este ano, somente para pagamento do pessoal próprio, ou seja, não considerando materiais, serviços de terceiros, investimentos, programas de cunho social, etc., está na casa dos 13 milhões de reais. Pra o ano que vem, há a previsão de novos cursos, ou seja, novas despesas e investimentos, somados aos deste ano.
     Para que o sonho de todos nos não se transforme em pesadelo, está na hora de nossos representantes políticos trabalharem junto ao Governo do Estado no sentido de providenciar agora as revisões necessárias no orçamento, evitando adiamentos, que, com certeza, ocorrerão.
    Os nossos preclaros edis da colenda Câmara Municipal de Passos, tão afeitos a levar demandas a Belzonte, que coçam de terça a domingo, poderiam viajar a capital e apertar o governador. A egrégia reembolsa as despesas de viagem.
   Viagem 104 km mais longa atualmente, para quem segue as placas de sinalização da MG-050, segundo os Vascoli. Mas, com uma vantagem: passando por Paraíso, podem fazer uma rápida paradinha pra tomar a benção do Melles; pode ajudar; e muito.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Urbe Autofágica


     “Infelizmente, sempre em conversas com amigos eu admito que a cidade de Passos tem algo de autofágica”. Frase que inicia a Coluna Opinião do dia 4 último de autoria do Professor Esdras Azarias de Campos, sobre a estadualização da FESP, aliás, com a precisão de sempre e, no caso, com a sinceridade de quem participou honestamente da história dessa entidade de ensino, orgulho e preocupação da esmagadora maioria dos passenses.
     Mas, não é sobre a estadualização a minha abordagem de agora. É sobre a autofagia que nos acomete de uns tempos pra cá, muito bem lembrada pelo Professor Esdras. Não sobre o conceito científico do termo, mas de seu significado mais amplo, que engloba a visão míope e egoísta de nossos políticos, corroborada pela maioria de eleitores de memória curta.
     Basta lembrar que, estando no décimo terceiro ano ou no quarto mandato (16 anos) do século atual, tivemos somente dois prefeitos e, pasmem, nenhuma reeleição. Isso é autofagia.
     Também é autofagia estagnar no tempo, fazendo o mesmo do mesmo; assumir um mandado e se satisfazer unicamente com a solução imediata dos problemas de seu grupo; gastar energia e grana para destruir ou modificar o que o antecessor fez; não tomar providências simples no presente para evitar graves problemas no futuro e muito mais.
      De algumas das poucas atitudes autofágicas acima citadas, acredito que somente uma delas, a última, carece de um exemplo para torná-la mais clara. Vamos a ela. Antes, porém, uma exceção. Somente num caso a autofagia não se impôs: a criação dos cargos comissionados de Assessores Especiais, sem qualquer serventia para a cidade como um todo, mas dreno permanente de recursos públicos escassos.
      Para desenvolver seu Plano de Obras para a MG-050, a Nascentes das Gerais, que recebeu a concessão dos seus 406 km, convidou as autoridades dos municípios cortados pela citada rodovia para audiências públicas, nas quais seriam apresentadas as reivindicações de cada um. As autoridades de nossa autofágica urbe nem fé deram, não comparecendo.
     Hoje penamos pela não realização de obras extremamente importantes para nosso município. A situação em que estamos em relação a Nascentes das Gerais é tão estranha que parece não existirmos para ela, comprovado por algumas atitudes inusitadas, mas de fácil solução, na atuação da concessionária em relação a nosso município.   

     A MG-050 ao longo dos seus 406 km possui seis praças de pedágio. Todas receberam o nome do município no qual estão instaladas, menos o da nossa autofágica urbe que foi denominada “Rio Conquista”. Um percentual do pedágio é destinado ao pagamento do ISSQN, imposto municipal, que é recolhido pela Nascentes das Gerais e beneficia 17 municípios atravessados pela MG-050, menos Passos. A grana deve estar indo para o rio Conquista. (Ver site da concessionária: WWW.nascentesnet.com.br, nos links: FAQ – onde há praças de pedágios? e Obras e Investimentos – cidades beneficiadas com ISS). 


Em 5 anos de cobrança de pedágio somente 10 dos 406 km foram duplicados.


Trevo na entrada de Passos (Av. Arlindo Figueiredo), o mais perigoso de Minas ou, como diria um nosso Ex-governador, cuíca do Brasil.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cristo joga a toalha



     Cristo disse ao jornal Folha da Manhã terça última que “ainda não há solução para o aumento de vagas”. E arrematou: “a questão da falta de vaga de estacionamento é devido à quantidade de veículos que aumentou muito”. Para Ele “a tendência é cada vez ficar mais difícil caso as vendas de veículos não pararem por um tempo”.
     Espero que essa última frase Dele seja um desabafo e não uma sugestão, porque, se aceita a sugestão, haverá desemprego em massa e em todos os setores, uma vez que o automóvel é o maior responsável pela disseminação e criação de empregos na cadeia produtiva de bens e serviços de qualquer país.
     Da entrevista de Cristo parece que o maior problema de estacionamento está na Praça da Matriz, porque disse Ele: “na praça é impossível mexer para criar vagas”, completando: “a nossa cidade não foi programada para receber esse tanto de veículo e ainda aumentou o número de lojas no comércio: então é complicado”.
     É o bem-vindo e previsível progresso, meu caro, que por aqui, por obra e graça da situação geográfica de nossa querida cidade, acontece à revelia do administrador público de plantão, inapetente ou incompetente para antever suas conseqüências negativas e tomar as providências que os evitará ou amenizará. Tomam a atitude mais cômoda: deixa acontecer porque ou povo se acostumará ou irá se virar.    
     Ouso fazer algumas sugestões ao Cristo. Antes, porém, para evitar ser taxado de herege ou infiel, como o fui certa vez aqui no acima citado jornal, explico que o Cristo em questão é o Diretor do Departamento de Trânsito da culta e progressista cidade de Passos, MG.
      Procurar na Praça da Matriz um terreno baldio, medindo 25 metros de frente e 30 de lado, fechado na frente por uma cerca de curral mal feita e não muito bem cuidada, encimada por placas de propaganda enormes e desgastadas. A administração municipal poderia instar o proprietário do suposto terreno a construir um estacionamento no local.
     Caso o suposto proprietário do suposto terreno não atendesse ao pedido da administração, IPTU Progressivo nele, já previsto em nossa legislação e jamais aplicado. Aproveitar o embalo e aplicar o IPTU Progressivo no restante da cidade como é do desejo do atual prefeito.
     Pelos meus precários cálculos, o suposto terreno ocioso suportaria 40 vagas para carros médios e pequenos, aumentando em 1/3 as vagas públicas rotativas existentes na praça.
     Paralelamente, senão não irá dar certo, fiscalizar com rigor o uso das vagas rotativas públicas existentes, transformadas em vagas de garagem diurna a céu aberto, pelo famoso jeitinho brasileiro de resolver problemas lhe causados pela ineficácia da administração pública pátria, fato comprovado pela baixa rotatividade dessas vagas.  
     
        

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Os amigos da Fesp ride again



 
     O Informes da Folha da Manhã de sexta última revela que os amigos da FESP estão criando “listas com nomes de indicados para ficar na Fesp/Uemg”. Pura perda de tempo.
      Se a criação da lista tem o objetivo de intimidar determinados funcionários da Fesp, tirem a cavalgadura da precipitação atmosférica, porque eles estão devidamente assustados pela divulgação do salário que será pago pelo estado e pelas condições de trabalho oferecidas nas fundações já estadualizadas.
      Inacreditável a capacidade dessa gente de continuar batendo na mesma tecla, apesar dos sinais claros de que suas bandeiras estão rotas e suas teses furadas e ultrapassadas.
      Será que eles acham que a excelência demonstrada pela Fesp de uns tempos pra cá é fruto de geração espontânea e pode ser substituída pela politicagem inconseqüente, esperta e marqueteira. Não, amigos (da Fesp, meus não!), para que uma orquestra tenha excelência, precisa ter, além de um maestro de reconhecida qualidade, músicos aptos e com aptidão para o que fazem.
      Por isso, a seleção dos nomes será natural, não carecendo de indicações. Infelizmente, tendo em vista os salários que o estado paga e a falta de flexibilidade gerencial, própria dos órgãos estatais, dessa seleção natural restarão os menos aptos.
      Os que para aqui se transferiram em busca da rara oportunidade de trabalhar num projeto sério, inovador, de ponta, mesmo com redução salarial; os que aqui já estavam subutilizados, pouco reconhecidos, mas prontos para participar das inovações propostas, e, até mesmo, os jovens selecionados, saídos dos bancos escolares da própria Fesp, dificilmente irão se submeter à meia paga e à falta de condições oferecidas pelo estado.
      Mandar-se-ão! O mercado está ávido deles.
      Só sobrará o desejo realizado dos amigos da Fesp e a Fesp soçobrará.



     

terça-feira, 30 de abril de 2013

Adrenalina, competência e corrupção.



     Pra ser político corrupto nos países do primeiro mundo, o candidato tem que ter competência e gostar de muita adrenalina. Competente pra fazer o serviço bem feito, sem deixar pistas. Prazer por adrenalina abundante, produzida pelo receio de ser pego com a boca na botija e punido severamente.

     Por aqui, não. Na terra da impunidade, qualquer um pode se candidatar. Basta ser cara de pau. Prova disso é a ousadia e a desenvoltura com que nossos políticos mentem, metem a mão e aplicam mal o dinheiro público, propõem remendos à Constituição em benefício próprio, pra barrar investigações do Ministério Público e limitar a atuação do STF, que, por fim, funcionam como deveriam funcionar.  




                                          


terça-feira, 16 de abril de 2013

O Estado absorvente.



     O absorvente do título acima é adjetivo. Chamo atenção porque o Estado de Minas absorveu com certa frequência as Fundações de Ensino Superior Associadas, a FESP inclusa, que a palavra absorvente poderia ser confundida com aquele absorvente feminino (substantivo) que é usado frequentemente.
     A primeira absorção das Fundações de Ensino Superior Associadas, inclusive a FESP, aconteceu no último ano da penúltima década do século passado, no governo Newton Cardoso, através da lei estadual nº 10.323/90.
     A segunda absorção deu-se no quarto ano da última década do século passado, no governo Hélio Garcia, pela lei estadual nº 11.539/94.
     Nenhuma das duas vingou.
     Agora vem a terceira absorção patrocinada pelo governador tucano Anastasia (Projeto de Leis nº 3.948/13), que começou a tramitar na ALMG este mês. Vale lembrar que depois de Hélio Garcia só deu tucano no governo Minas (quase 14 anos no poder), com somente uma exceção: Itamar Franco. Os tucanos jamais propuseram estadualizar as Fundações. Somente agora o governador Anastasia, pressionado pelos seis mil “Amigos da FESP”, capitulou, agindo diferente dos demais.
     Vingará? Desconfio que não, principalmente quanto à FESP. Explico.
      Acho que os insucessos das tentativas de estadualização estão ligados ao nome do processo: absorção. Minha explicação pode até dar aos “Amigos da FESP” mais um argumento para confirmar a posição do Presidente do Conselho Curador contrária a estadualização da FESP, apesar dos elogios do Secretário sobre sua participação no processo.
     A absorção é um fenômeno Físico. O Presidente do Conselho é um especialista em Física. Quem conhece Física sabe que somente os líquidos e os gases são absorvíveis com facilidade; os sólidos, não. Assim, espertamente, durante sua gestão, o Presidente do Conselho de Curadores da FESP, através de uma competente administração, transformou uma entidade capenga num grande e sólido conjunto, dedicado exclusivamente ao ensino, sem politicagem.
     Haja energia para moer ou transformar esse coeso e grande sólido, que é a FESP, em, no mínimo, líquido, para ser absorvida. Assim, sendo a favor da estadualização, sugiro que se troque o nome do processo para encampação. Aí quero ver se não vinga.




domingo, 14 de abril de 2013

A PEC-37 e a Operação Caminhada



     Tudo começou com o sequestro e morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. O inquérito policial concluiu que o prefeito foi sequestrado e morto por engano.
     A pressão da família do prefeito assassinado, que não concordou com a conclusão do inquérito policial, levou o Ministério Público de São Paulo a reabrir o caso. Depois das investigações concluiu-se que o crime foi encomendado pelo operador de um esquema que arrecadava propina das empresas de ônibus municipais para abastecer o caixa dois do PT.
      Segundo a investigação do MP, o prefeito, após descobrir que parte da propina estava sendo surrupiada por petistas alojados na prefeitura, inclusive pelo operador do esquema, Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, seu amigo e segurança, acabou com a boca rica provocando a ira do bando, que decidiu eliminar o estorvo.  
     Cinco pessoas foram indiciadas, presas e quatro delas condenadas pela morte do prefeito, entre elas, o “Sombra”, ainda não julgado. O advogado do “Sombra”, aproveitando-se de uma dúvida existente na Constituição Cidadã de 1988 quanto à legitimidade do MP de fazer investigações penais, pediu um habeas corpus pra ele com base nessa dúvida.
      Quem dirime dúvidas sobre a Constituição é o STF – Supremo Tribunal Federal. Assim, o habeas corpus do “Sombra”, ao invés de ir pro Irajá, lugar mais apropriado, foi parar na mais alta corte do país e está lá desde julho de 2004. Se o STF decidir que o MP não pode conduzir investigações criminais, o processo contra o “sombra” pode vir a ser anulado.         
      Descoberta a mina gerada pela demora do STF em decidir a questão, os advogados, por terem dúvidas quanto à inocência de seus clientes, porque, caso contrário, abreviariam o julgamento deles, têm usado a citada dúvida para levar processos criminais até ao Supremo, enquanto ganham tempo a espera da prescrição penal.
      Assim, muitos e muitos processos criminais conduzidos pelo MP, envolvendo políticos de vários matizes e níveis de poder, estão parados, por obra e graça de competentes e caros advogados, inclusive o processo da Operação Caminhada realizada em Passos. 
     Diz o velho ditado, repaginado: da cabeça de juiz, da bolsa de mulher e de urna ninguém sabe o que vai sair. Pra prevenir-se, a politicagem, em 2011, enviou uma PEC – Proposta de Emenda à Constituição, explicitando claramente que o MP – Ministério Público – não tem competência para realizar investigação criminal, tentando antecipar-se à decisão do STF.
     A tal PEC recebeu o número 37, tornando-se a famosa PEC 37. Caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, irá impedir o MP de conduzir investigações criminais futuras, livrando os políticos corruptos desse estorvo, e inibirá os ministros do STF no esclarecimento da dúvida constitucional, livrando a cara de um montão de políticos com os processos parados. 


    

Suspense digno de Hitchcock.



     Começou a tramitar na ALMG o projeto de absorção das fundações de ensino superior associadas à UEMG, dentre as quais está a FESP.
     Será que a retirada de dois artigos do estatuto da nossa fundação, proposta pelo Presidente de seu Conselho Curador e aprovada numa Assembléia Geral, irá impedir ou atrapalhar a tramitação do projeto de absorção? Para a angústia dos amigos da FESP, só o tempo dirá!!! 




terça-feira, 2 de abril de 2013

EDILIDADE ESTÉRIL E DISPENDIOSA.



     A Coluna Informes da Folha da Manhã de domingo último fez comentários pertinentes sobre a atuação de nossa colenda Câmara neste ano. Gostaria de acrescentar algumas observações aos citados comentários que demonstram a dimensão do problema.
     Essa tipo de atuação não é de hoje. Se repete desde a implantação da remuneração dos edis, estabelecida pelo regime militar de 1964 e confirmada pela Constituição cidadã de 1988. Transformou uma função pública exercida por pessoas abnegadas, sem paga ou vantagens, num negócio de compadres, ressalvadas as poucas exceções.
     As principais atribuições da edilidade, de legislar e, principalmente de fiscalizar e controlar atos do Executivo, foram relegadas a um segundo plano, sobressaindo hoje as funções assessórias de dar nome aos logradouros públicos e de homenagear pessoas.
     E atuação desse tipo custa caro pra nos contribuintes. A mesma Constituição cidadã que confirmou a remuneração dos edis estabeleceu um teto para os gastos do legislativo municipal. Limite esse transformado em grana necessária para o bom funcionamento do legislativo, por acordo com o Executivo em troca de apoio incondicional. Grana, dos outros, à farta, gastos desnecessários e abundosos, na certa.
     Para municípios do porte do nosso, esse limite é de 6 % das receitas dos tributos e das transferências referentes ao ano anterior, descontado o valor das despesas com os inativos. Para este ano, mais de seis milhões de reais ou R$ 500.00,00 e cacetadas por mês.
       Para aumentar ainda mais a dimensão do problema, de uns tempos recentes pra cá, os edis criaram uma nova, cara e inútil função, sem o devido respaldo legal, que poderia ser chamada de turismo remunerado, sem resultados, com divulgação garantida. Uns tantos deles se mandam pra capital em busca de recursos ou levando demandas da população. (Apresentei recentemente sugestão de projeto de lei para legalizar tal turismo).
     Enquanto que, para as verdadeiras demandas da população, eles não estão nem aí.  Testemunhas disso são as demandas relativas ao fechamento dos CRAS, ao embargo da construção das casas populares e a não operacionalização do restaurante popular. Nem lembradas foram nas raras sessões legislativas deste ano, uma vez que na nova legislatura a edilidade já começa em férias.


BOM LADRÃO

No Brasil, o bom ladrão é aquele que rouba, mas faz.




segunda-feira, 25 de março de 2013

EMENDA À LOM


   Considerando que os vereadores passenses criaram uma nova atribuição para a Câmara Municipal, sem o devido respaldo legal, ao se autoatribuírem a função de viajar até Brasília e Belzonte (usando recursos públicos), em bando, para buscar recursos para o município, junto aos governos federal e estadual; que, para respeitar o princípio constitucional da publicidade, publicam matéria paga nos jornais (usando recursos públicos), com foto e tudo, todos engravatados, para informar o eleitorado das providências que estão tomando para o bem de todos.    
   Sugere-se, para sanar a ilegalidade e evitar que algum chato radical e do contra denuncie ao Ministério Público a ilegalidade dessa nova atribuição da egrégia Câmara, impedindo que sejam carreados rios de dinheiro para a nossa Passos,  que se aprove uma emenda à Lei Orgânica do Município nos termos abaixo:
EMENDA À LEI ORGÂNICA Nº 24
Acrescenta ao Art. 22 da Lei Orgânica do Município o inciso XXX.
A Mesa da Câmara Municipal de Passos, no uso legal das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 43, inciso I, da Lei Orgânica do Município, promulga a seguinte Emenda ao texto da Lei Orgânica Municipal:
Art. 1º Ao art. 22 da Lei Orgânica do Município de Passos, que estabelece as competências privativas da Câmara Municipal, fica acrescido o inciso XXX quem passa a vigorar com a seguinte redação:
XXX – a busca de recursos pelos vereadores, junto aos governos estadual e federal, observados os seguintes preceitos:
    a)    as despesas de viagens serão descontadas dos subsídios dos vereadores que buscaram os recursos;
    b)   as matérias pagas nos jornais, relatando os resultados das viagens, também serão descontadas dos subsídios dos vereadores que buscaram os recursos”;
  Art. 2º Esta Emenda à Lei Orgânica Municipal entra em vigor na data de sua promulgação.
   
 PS: O chato do Ferrando já disse que “jamais viu recurso algum vindo pra Passos com o uso desse estratagema”. 


quinta-feira, 14 de março de 2013

Eta Santo Danado!



      O distraído São Pedro, com a colaboração de homens de pouca fé, transformou os buracos do Hernani em buracos repaginados do Ataíde em menos de 30 dias.


quarta-feira, 13 de março de 2013

SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?



     Uma história acontecida aqui bem perto de nos ilustra o fundo do poço que atingimos nos tempos atuais, com relação a atitudes de nossas “otoridades”, que acham que podem invadir qualquer local sem ser convidadas ou autorizadas.
     Certo domingo, visitava a Usina de Furnas, acompanhado de sua família, o vice-presidente da empresa. Homem simples e educado, engenheiro competentíssimo, dispensou o motorista engravatado que o acompanhava, assumiu a direção do veículo e foi com toda a família visitar a usina.
     Como era a primeira vez que visitava, em caráter não oficial, uma usina da empresa em operação, não sabia da necessidade de autorização para a visita. Lá chegando, foi barrado pelo guarda de plantão. De longe, observava a cena o responsável pela operação da usina, engenheiro Oyama. Percebendo a movimentação e vendo quem estava no carro, pra lá se dirigiu para receber o vice-presidente.
     Não deu tempo. Dr. Lyra havia dado meia volta e ido embora. Ao chegar ao local, Oyama perguntou ao guarda o que havia acontecido. Aquele senhor com aquele povão todo (Dr. Lyra tinha muitos filhos) queria visitar a usina; perguntei se ele tinha autorização; disse que não; aí eu disse que não podia. Sabe quem você barrou, perguntou Oyama. Não. Barrou o vice-presidente de Furnas. O guarda desmaiou no ato.
    Houve um corre-corre para sanar o dano. Não deu tempo. Dr. Lyra retornou ao Rio logo depois do almoço. Ficou então a expectativa do iria acontecer na segunda-feira. Naquele tempo a comunicação com o Rio era precária, feita através de um telégrafo.
    Depois do almoço daquela segunda, o chefe da usina recebeu um telegrama do Dr. Lyra, solicitando que ele cumprimentasse o guarda da usina pela atitude competente e responsável, que o deixou tranquilo quanto à segurança das instalações e que, tal atitude, tinha sido uma aula de profissionalismo para os seus filhos.
   Naquela época as autoridades eram por completas: cabeça, tronco e membros. Agora elegem “otoridade” pelas metades: um pedacinho pequeno e duro da anatomia humana. Aí, dá no que está dando.   

Nada a ver com o texto acima, mas este foi o maior atacante que o curingão já teve.

terça-feira, 12 de março de 2013

Moça da Dengue



     Recebi hoje (12/03/13) de manhã a visita da moça da dengue. Fez uma inspeção minuciosa, demonstrando competência e profissionalismo, além de muita educação. Nunca vi nada igual nesses mais de 21 anos em que moro em Passos.
     Também pela primeira vez nesses 21 anos, foram encontrados dois possíveis focos que, pelo local em que estavam, somente alguém minucioso, com conhecimento e dedicação, encontraria. Deu orientações claras de como evitar a repetição do problema. Colheu pacientemente o material para uma analise mais precisa.
     Graças à Sônia, este é seu nome, pela primeira vez senti que a carga tributária que nos impõe o poder público poderia ter algum sentido, se todos os prestadores de serviços públicos agissem como ela.


sexta-feira, 8 de março de 2013

EM RESPOSTA AOS DESTRAMBELHADOS



   Como dizia Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon: “O estilo é o próprio homem” (Le style c'est l'homme même). Por isso é fácil identificar o ghost writer
     Não costumo responder a ghost writer. Abro uma exceção. Para facilitar, no presente texto, identificarei o ghost writer, aquele que escreve pros outros, como contratado e aquele que, por razões que não vêm ao caso, contrata os outros pra escrever pra ele, como contratante.
     A busca obsessiva pelo poder emouquece e enceguece as pessoas, fazendo com que deturpem a realidade. O contratado não percebe isso ou finge não perceber pra fazer jus ao caraminguá que irá receber e imagina que quem está contrariando seu contratante está concorrendo com ele (se aquiete, não é o meu caso). Ou o contratante se esquece de conversas recentes, provocadas por ele, e concorda que seu interlocutor possa ter chicoteado (sic) a realidade do que aconteceu.
      Concordo com grande parte do que foi escrito pelo contratado: não sou entendido em educação (por isso, em nenhum momento tratei do assunto no que escrevi); sou a favor da estadualização da FESP (será que todos os “amigos” o são também ou estão atrás de algo inconfessável); por causa da lei que criou a FESP, seu estatuto só será modificado se o governador de plantão quiser (por isso não entendo a barulhada que os amigos da FESP estão fazendo).
      Não concordo com algumas colocações do contratado. Quanto ao parecer da Promotoria, parece que o contratado é que não leu a resposta da Promotora à segunda matéria paga dos Amigos da FESP. A FESTA a que me referi não tem nada a ver com a estadualização da FESP; mas, sim, com os deslocamentos, almoços, jantares, hospedagem e et cetera em Belzonte e, também, com a grana pra patrocinar extensas matérias pagas nos jornais.
     Tá na hora dos Amigos da FESP caírem na realidade. Pelo jeito não viram nem, muito menos, ouviram o Secretário de Ciência e Tecnologia na sua última visita a Passos.
      Ao contratante, reafirmo o que sempre lhe disse, quando por ele procurado, com um dito: “Estão tirando a castanha da chapa quente com a mão dos outros”. Ficam bem com o Secretário e atormentam a direção da FESP. Quem mete a mão na chapa, antigamente, era conhecido como “inocente útil”. O tempo, implacável, dirá. Entretanto, não podemos nos esquecer de que a vaidade é o pecado preferido do demônio.
     
   

terça-feira, 5 de março de 2013

FICHA ENCARDIDA


     O texto original do projeto da lei da Ficha Limpa de iniciativa popular previa que o candidato a cargo público perderia o direito de concorrer quando mesmo se condenado em primeira instância. Havia então duas categorias de candidatos: os sem condenação, considerados Ficha Limpa e os condenados, os Fichas Suja.
     O Congresso Nacional quebrou essa dicotomia ao excluir o candidato condenado em primeira instância do rol dos Fichas Suja, criando uma excrescência: candidato condenado considerado Ficha Limpa.
     Para evitar que condenados em primeira instância usem essa falha da legislação, se autoproclamando homens sérios e honestos, ou seja, políticos fichas limpa, sugiro que se crie pra eles uma terceira categoria de candidatos: OS FICHAS ENCARDIDA.




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DESTRAMBELHADOS


    A estadualização da FESP se tornou, incontestavelmente, um unânime desejo. Tão forte esse desejo para alguns que se transformou numa verdadeira obsessão para um grupo que se autodenomina “Amigos da FESP”. Obsessão cega que os levou a publicar duas matérias pagas conflitantes neste jornal. A primeira no sábado e a segunda na terça.
     Na primeira publicação, no sábado 23/03, ocupando um sexto da terceira página do jornal, cheia de novidades linguísticas, agradecem ao Governador “pela histórica transformação e absorção da FESP em definitiva unidade da UEMG” (o grifo é meu). Portanto, informam a todos que a estadualização da FESP está pronta e concluída.
     Depois, com benevolência, sugerem ao Presidente da FESP (sic) que declare (sic) “um mea-culpa, reabilitando-se (sic) aos novos tempos que estão prestes” (sic). e, em seguida, desfilam um rosário de pecados supostamente cometidos por ele. “No fim” (AA, citado de memória), proclamam: “Os amigos da FESP somos nós, as mais de 6 mil assinaturas (sic) entregues ao Governador” (sic) e uns outros mais tímidos que ficaram na moita, mas que fazem parte da turma e também estão a favor da estadualização da FESP, confirmando a unanimidade.
     Na segunda publicação, na terça 20/02, mais bem escrita e elaborada, respeitando as técnicas do jornalismo moderno e ocupando mais da metade da terceira página do jornal, desmentem a primeira publicação ao informar que a estadualização da FESP será iniciada o mês que vem e estará concluída em 2014, não especificando o mês.
    Depois de apresentar o grupo que foi a Belzonte, a segunda publicação informa que todos manifestaram ao governo do estado a preocupação pela retirada dos artigos 23 e 38 do Estatuto da FESP, proposta pelo Presidente de seu Conselho Curador e aprovada numa Assembleia Geral, segundo um deles, atitude que retira o Governador do processo (sic).
   Qual processo? Não disseram. Se for o da estadualização, a preocupação não procede. A Constituição do Estado de Minas Gerais de 1989, que criou a UEMG, deu às Fundações de Ensino Superior de Minas a opção de integrar a nova Universidade criada. A FESP topou; assim, sob o aspecto legal, ela está estadualizada desde o século passado. Sob o aspecto prático e funcional, o processo de estadualização começa mês que vem e só não se concretizará se o governo de Minas não quiser (por questões políticas) ou não puder (grana, muita grana pra custeio, fora os investimentos). Donde se conclui que, com ou sem modificação do estatuto da FESP, sua estadualização completa será efetivada, desde que o governo do estado queira.
     Algumas passagens interessantes, pinçadas da segunda publicação.
     Em letras grandes: “Promotora concorda com denúncia de que no local (da assembleia) não havia 281 pessoas”; em letras pequenas: “A Promotora, porém, afirma que observou que existia quórum para a aprovação, e que houve apenas um voto contrário às alterações do estatuto”, donde se conclui que a Assembleia foi legal; sendo soberana, estamos conversados.
    Um tucano de alta plumagem, ouvindo o eco da história, manifestou a preocupação de a FESP ser privatizada. O eco deve ter falhado no período da história brasileira em que o tucanada privatizou adoidado pelo Brasil afora, senão a preocupação não faz sentido.
    A exagerada ênfase dada à retirada dos citados artigos do Estatuto, para os menos avisados, pode ficar parecendo que a poderosa Assembleia da FESP deu um golpe de estado, tirando poderes do governador.
     Segundo meu fraternal amigo Ferrando, do contra em tudo, mas a favor da estadualização da FESP, golpe de estado coisa nenhuma. O que a Assembleia fez foi dar sossego ao Governador, tirando da sua cola os “correligionários” de sempre que vão a Belzonte depois de mudanças na política municipal atrás das bocarras, das bocas e das boquinhas. Ferrando manifestou uma preocupação. Quem está bancando as despesas dessa FESTA? 


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SINUCA DE BICO

     A postagem com o título acima foi retirada tendo em vista uma segunda matéria paga no jornal Folha da Manhã de hoje, terça-feira, do grupo autodenominado "Amigos da FESP", conflitante com a primeira matéria paga do mesmo grupo no mesmo jornal sábado último.
    Voltaremos ao assunto quando, e se, conseguirmos entender o que realmente está acontecendo.
     A coisa tá tão confusa que tem até tucano fundador que participou da reunião com os secretários em Belzonte com medo de privatização.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MAIORES PROBLEMAS FUTUROS PARA O TRÂNSITO.



      Em entrevista ao jornal The Sun recentemente, Gwynne Lyons, diretor responsável pela pesquisa com as lontras, disse que os seres humanos e os animais estão tão expostos aos produtos químicos que, em um futuro bem próximo: “A realidade atual das lontras corresponde aos problemas dos homens daqui alguns anos”. “O pênis está ficando pequeno demais, há o aumento da impotência e o número de espermatozoides produzidos diminuiu, disse o cientista”.
    Tendo em vista a “Síndrome do Peru Pequeno”, descoberta pelos chineses na antiguidade, “O tamanho do pênis do homem é inversamente proporcional ao tamanho do veículo que ele possui”, nossas ruas estarão intransitáveis e sem local para estacionar em um futuro bem próximo, de modo tal que ninguém mais terá como tirar o carro da garagem, nem mesmo as exceções, com peru maior. Será o caos.  


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SOBRE O CONDOMÍNIO DAS CIDADES

     
    A Revisão da Planta de Valores, além de ser uma obrigação legal do prefeito de plantão, ao contrário do que escreveu aqui neste jornal um jurista, não se presta a aumentar o IPTU e sim, a fazer justiça.
     Ela, a Revisão da Planta de Valores, corrige as distorções provocadas pelas correções monetárias do IPTU, com base na inflação, praticadas ao longo dos anos. Este tipo de correção cria distorções porque não leva em consideração as valorizações e desvalorizações dos imóveis em função de suas localizações e das melhorias que são feitas em suas vizinhanças.
     Nos tempos “mudernos” (de 1961 até hoje) somente o Prefeito Nelson Maia, no século passado, teve peito pra fazer essa revisão (Lei 2059/1997).
     O IPTU Progressivo, previsto na legislação do município desde o século passado, presta-se a acabar com a especulação imobiliária e evitar a existência de um grande número de lotes vagos ou de engorda, que, supervalorizados, impedem muitos de ter a sonhada casa própria (ou, como gosta de dizer o petismo-lulismo: a cumprir a função social da propriedade). Invariavelmente abertos e mal cuidados, são fontes de doenças, abrigo de desocupados e viciados em drogas e depósitos de lixo de toda espécie.
     Ele, o IPTU Progressivo, é o pavor dos “lotefundiários” e, talvez por isso, nenhum prefeito até hoje teve peito para implementa-lo.
     O atual prefeito está prometendo implementar ambos, o IPTU Progressivo e a fazer a Correção da Planta de Valores.
     Sei que não tem importância alguma para o prefeito, mas, cumpridas as promessas, eu prometo que estarei aqui pronto pra aplaudi-lo de pé. (Não basta simplesmente aprová-las; ambas têm que ser implementadas, ou seja, segundo o Aurélio, levadas à prática por meio de providências concretas).

IPTU - O Codomínio da Cidades







domingo, 17 de fevereiro de 2013

REPETECO


     A Rua Dr. Manoel Patti tem mão única da Dr. João Bráulio até a Cel. João de Barros. Daí até à Avenida Comendador Francisco Avelino Maia, inexplicavelmente, passa a ter mão dupla. E, para tornar mais complicado ainda a compreensão da aberração, depois da citada Avenida ela volta a ter mão única de novo.
    No trecho de mão dupla ela mede uns 7 metros de largura, tem estacionamento permitido em ambos os lados, é rota dos ônibus do transporte coletivo e, no ano passado, a Prefeitura, seguramente com o aval do Departamento de Trânsito, deu alvará pra funcionamento de um Restaurante Fast-food. Além de tudo isso, os motoristas, quando sobem a rua em questão, são obrigados a fazer uma perigosa conversão à esquerda na esquina com a Cel. João de Barros, cruzando à frente de quem desce.
   Em nome da segurança e do bom senso, o Departamento de Transito ou bem implanta mão única no citado trecho (desejável) ou bem proíbe estacionar num dos lados.
   Mudando o sentido de direção e abstraindo o transporte coletivo e a conversão perigosa, as observações acima valem também para a Rua Elvira Silveira Coimbra.
   Ao hebdomadário sazonal que, antes das eleições, serve de veículo de apoio a determinado candidato; que, depois do pleito, caso seu candidato vença, transforma-se no Diário Oficial Disfarçado e Informal do Município, e que, quando seu candidato perde, desaparece, reaparecendo na campanha eleitoral seguinte, informo que o acima escrito é simplesmente uma sugestão, inclusive já feita à administração anterior, que fingiu-se de desentendida, nada fez, e me convidou para visitar o Departamento de Trânsito, como se isso pudesse ser resposta ou solução da questão.
   Portanto, sendo uma sugestão, não carece que o hebdomadário citado responda com a técnica dos “sem resposta”, que, ao invés de esclarecer a questão levantada, ataca quem está sugerindo ou comentando, ou até mesmo criticando atos, decisões ou omissões da administração municipal de plantão, exercendo uma atividade lícita, direito, e dever, de todo e qualquer cidadão.
    Ao Ivan Vasconcelos minha solidariedade. Já passei por situação semelhante e sei o quanto é desagradável. Menos grave do que a sua, porque a pessoa de minha relação ocupava um cargo de confiança.
    Quanto às fontes, não se iluda. Faz parte da técnica de intimidação desse tipo de gente vazar o acontecido nos mínimos detalhes, pra se tornar crível, na tentativa de criar a desarmonia no seio familiar (imaginam que todas as famílias são iguais) e gerar pressões internas que o levem, no mínimo, a maneirar suas críticas (imaginam que todas as pessoas são iguais).

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DE COMO A ÁGUA SALGADA E A ÁGUA DOCE INFLUENCIAM A CONSTRUÇÃO CIVIL.




     Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2.4 bilhões.

                                                 Ponte Chinesa

                                         Ponte Chinesa em Vermelho

     Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte sobre o Rio Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1.16 bilhões do dinheiro público.

Ponte Rio Guíba


     Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto numérico resumido no quadro abaixo: 


     Os números informam que, se o Rio Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte teria prazo superior a 50 anos para terminar e custaria trilhões de reais.
     Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.
     Corruptos existem nos dois países, mas só o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer na China uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento, Ministros dos Transportes, daria graças aos deuses se o castigo se limitasse à demissão, pois, dia 19/07/2011, um Tribunal chinês condenou à morte dois PREFEITOS envolvidos em DESVIO de verba pública.

(Publicado por edson geraldo silveira em 4 julho 2011)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O SEGREDO DO PT

     Descoberto o grande segredo das administrações petistas nos três níveis de governo: federal, estadual e municipal.
     Todos os planos, orientações e decisões vêm direto de sua sede em Tóquio no Japão e são aplicados no Brasil tintim por tintim.
     Daí o resultado dessas administrações que estamos assistindo impassíveis e calados, sem tugir nem mugir, desde que o PT puro, imaculado e incorruptível decidiu ser poder, igualando-se aos demais partidos, formados durante a ditadura ou depois dela.
     As orientações básicas transmitidas por Tóquio são: os fins (A tomada e a manutenção do poder) justificam os meios (mentir, roubar, transgredir e até matar); devagar e sempre, comendo pelas beiradas, estender o poder petista para todo o país.
Quem sobreviver verá!


Sede do PT em Tóquio
     

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PARA REFLEXÃO


Menino de 12 anos é condenado pela morte do pai nos EUA
Garoto atirou no pai, que dormia no sofá, quando tinha apenas 10 anos.
     Sentença deve sair em 15 de fevereiro e ele pode pegar 11 anos de prisão.
     Um juiz da Califórnia decidiu nesta segunda-feira (14) que um garoto foi responsável pelo assassinato de seu pai, quando o réu tinha apenas 10 anos.
     A acusação argumentou no julgamento que o garoto, hoje com 12 anos, sabia o que estava fazendo quando atirou no pai, Jeff Hall, de 32 anos, provocando sua morte, e que o crime foi premeditado.
     O advogado de defesa, disse que seu cliente cresceu em um ambiente violento e cercado de abusos e aprendeu que era "aceitável" matar pessoas que o ameaçavam.
     O garoto não demonstrou emoção quando a condenação saiu.
     O garoto disse à polícia, em um depoimento gravado anteriormente, que pensou que não teria problemas, pois viu um episódio de uma série de TV em que uma criança matava um pai abusador e não era presa.
     Eles lembraram que o garoto tinha uma história de violência que datava do jardim de infância, quando ele feriu uma professora com uma caneta. (Notícia da AP).

                                             X


     Aqui, “o menor que estupra, espanca, trafica e assassina é protegido pelo Estatuto do Menor e da Adolescência, uma lei dita de "primeiro mundo". Grande besteira. No primeiro mundo o menor criminoso é julgado como adulto e punido de acordo com o seu crime. Lá, um assassino é um assassino”.  (Jornalista baiano Marcel Leal).