Pra ser político corrupto
nos países do primeiro mundo, o candidato tem que ter competência e gostar de muita
adrenalina. Competente pra fazer o serviço bem feito, sem deixar pistas. Prazer por adrenalina abundante, produzida pelo receio de ser pego com a boca na
botija e punido severamente.
Por aqui, não. Na
terra da impunidade, qualquer um pode se candidatar. Basta ser cara de pau. Prova
disso é a ousadia e a desenvoltura com que nossos políticos mentem, metem a mão
e aplicam mal o dinheiro público, propõem remendos à Constituição em benefício
próprio, pra barrar investigações do Ministério Público e limitar a atuação do
STF, que, por fim, funcionam como deveriam funcionar.

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