terça-feira, 16 de abril de 2013

O Estado absorvente.



     O absorvente do título acima é adjetivo. Chamo atenção porque o Estado de Minas absorveu com certa frequência as Fundações de Ensino Superior Associadas, a FESP inclusa, que a palavra absorvente poderia ser confundida com aquele absorvente feminino (substantivo) que é usado frequentemente.
     A primeira absorção das Fundações de Ensino Superior Associadas, inclusive a FESP, aconteceu no último ano da penúltima década do século passado, no governo Newton Cardoso, através da lei estadual nº 10.323/90.
     A segunda absorção deu-se no quarto ano da última década do século passado, no governo Hélio Garcia, pela lei estadual nº 11.539/94.
     Nenhuma das duas vingou.
     Agora vem a terceira absorção patrocinada pelo governador tucano Anastasia (Projeto de Leis nº 3.948/13), que começou a tramitar na ALMG este mês. Vale lembrar que depois de Hélio Garcia só deu tucano no governo Minas (quase 14 anos no poder), com somente uma exceção: Itamar Franco. Os tucanos jamais propuseram estadualizar as Fundações. Somente agora o governador Anastasia, pressionado pelos seis mil “Amigos da FESP”, capitulou, agindo diferente dos demais.
     Vingará? Desconfio que não, principalmente quanto à FESP. Explico.
      Acho que os insucessos das tentativas de estadualização estão ligados ao nome do processo: absorção. Minha explicação pode até dar aos “Amigos da FESP” mais um argumento para confirmar a posição do Presidente do Conselho Curador contrária a estadualização da FESP, apesar dos elogios do Secretário sobre sua participação no processo.
     A absorção é um fenômeno Físico. O Presidente do Conselho é um especialista em Física. Quem conhece Física sabe que somente os líquidos e os gases são absorvíveis com facilidade; os sólidos, não. Assim, espertamente, durante sua gestão, o Presidente do Conselho de Curadores da FESP, através de uma competente administração, transformou uma entidade capenga num grande e sólido conjunto, dedicado exclusivamente ao ensino, sem politicagem.
     Haja energia para moer ou transformar esse coeso e grande sólido, que é a FESP, em, no mínimo, líquido, para ser absorvida. Assim, sendo a favor da estadualização, sugiro que se troque o nome do processo para encampação. Aí quero ver se não vinga.




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