O absorvente do
título acima é adjetivo. Chamo atenção porque o Estado de Minas absorveu com certa
frequência as Fundações de Ensino Superior Associadas, a FESP inclusa, que a
palavra absorvente poderia ser confundida com aquele absorvente feminino (substantivo)
que é usado frequentemente.
A primeira
absorção das Fundações de Ensino Superior Associadas, inclusive a FESP, aconteceu
no último ano da penúltima década do século passado, no governo Newton Cardoso,
através da lei estadual nº 10.323/90.
A segunda absorção deu-se no quarto ano da última década do século
passado, no governo Hélio Garcia, pela lei estadual nº 11.539/94.
Nenhuma das duas vingou.
Agora vem a terceira absorção patrocinada pelo governador tucano Anastasia
(Projeto de Leis nº 3.948/13), que começou a tramitar na ALMG este mês. Vale lembrar
que depois de Hélio Garcia só deu tucano no governo Minas (quase 14 anos no
poder), com somente uma exceção: Itamar Franco. Os tucanos jamais propuseram
estadualizar as Fundações. Somente agora o governador Anastasia, pressionado
pelos seis mil “Amigos da FESP”, capitulou, agindo diferente dos demais.
Vingará? Desconfio que não, principalmente quanto à FESP. Explico.
Acho que os insucessos das tentativas de estadualização estão ligados ao
nome do processo: absorção. Minha explicação pode até dar aos “Amigos da FESP”
mais um argumento para confirmar a posição do Presidente do Conselho Curador contrária
a estadualização da FESP, apesar dos elogios do Secretário sobre sua
participação no processo.
A absorção é um fenômeno Físico. O
Presidente do Conselho é um especialista em Física. Quem conhece Física sabe
que somente os líquidos e os gases são absorvíveis com facilidade; os sólidos,
não. Assim, espertamente, durante sua gestão, o Presidente do Conselho de Curadores
da FESP, através de uma competente administração, transformou uma entidade
capenga num grande e sólido conjunto, dedicado exclusivamente ao ensino, sem politicagem.
Haja energia para moer ou transformar esse coeso e grande sólido, que é a FESP, em, no mínimo, líquido, para ser absorvida. Assim,
sendo a favor da estadualização, sugiro que se troque o nome do processo para
encampação. Aí quero ver se não vinga.

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