domingo, 1 de dezembro de 2013

De boas intenções o inferno está cheio.



     O governador Anastasia, em visita a Passos sexta última, afirmou em discurso que o processo de estadualização da FESP será concluído em março de 2014.
     Como um bom e desconfiado mineiro, sabendo que os discursos do governador são escritos por assessores, procurei confirmar esta boa intenção nos documentos oficiais que definem as despesas e investimentos do Estado no próximo ano, quais sejam: Plano Plurianual, Lei das Diretrizes Orçamentárias de 2014 e Orçamento do mesmo ano.
     Na revisão do Plano Plurianual 2012 – 2015, exercício de 2014, a ação 1227 -  Ensino Superior, que trata da absorção das Fundações, foi excluída, com a justificativa de que seria acompanhada na ação 1226 – Expansão do Ensino Superior. Nesta ação há grana alocada somente para FAPEMIG algo em torno de 2 milhões de reais para o Sul de Minas). Nada para absorver o que quer que seja.
    Na Lei das Diretrizes Orçamentárias não existe uma palavra sequer sobre absorção, estadualização ou Fundações Associadas à UEMG e muito menos sobre a própria UEMG.
     Estranhamente, no orçamento de 2014 estão mantidas as bolsas de estudo para alunos carentes (8 milhões de reais), desnecessárias se as Fundações forem absorvidas ano que vem; no Plano Plurianual revisado também, para os anos de 2014 a 2017.
     Obviamente, tudo isso pode ser mudado para o ano que vem e para sempre, através de suplementação e relocação de verbas. Mas, comparando o orçamento deste ano com o do ano que vem, este é maior 5,72% para uma inflação estimada de 5,87%, demonstrando que o cobertor vai ficar mais curto ainda.
     Não se pode esquecer que a despesa anual da FESP este ano, somente para pagamento do pessoal próprio, ou seja, não considerando materiais, serviços de terceiros, investimentos, programas de cunho social, etc., está na casa dos 13 milhões de reais. Pra o ano que vem, há a previsão de novos cursos, ou seja, novas despesas e investimentos, somados aos deste ano.
     Para que o sonho de todos nos não se transforme em pesadelo, está na hora de nossos representantes políticos trabalharem junto ao Governo do Estado no sentido de providenciar agora as revisões necessárias no orçamento, evitando adiamentos, que, com certeza, ocorrerão.
    Os nossos preclaros edis da colenda Câmara Municipal de Passos, tão afeitos a levar demandas a Belzonte, que coçam de terça a domingo, poderiam viajar a capital e apertar o governador. A egrégia reembolsa as despesas de viagem.
   Viagem 104 km mais longa atualmente, para quem segue as placas de sinalização da MG-050, segundo os Vascoli. Mas, com uma vantagem: passando por Paraíso, podem fazer uma rápida paradinha pra tomar a benção do Melles; pode ajudar; e muito.



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