Como dizia Georges-Louis
Leclerc, conde de Buffon: “O
estilo é o próprio homem” (Le style c'est l'homme même). Por isso é fácil identificar o ghost writer
Não costumo responder a ghost writer. Abro
uma exceção. Para facilitar, no presente texto, identificarei o ghost writer,
aquele que escreve pros outros, como contratado e aquele que, por razões que
não vêm ao caso, contrata os outros pra escrever pra ele, como contratante.
A busca obsessiva pelo poder emouquece e
enceguece as pessoas, fazendo com que deturpem a realidade. O contratado não
percebe isso ou finge não perceber pra fazer jus ao caraminguá que irá receber
e imagina que quem está contrariando seu contratante está concorrendo com ele
(se aquiete, não é o meu caso). Ou o contratante se esquece de conversas
recentes, provocadas por ele, e concorda que seu interlocutor possa ter
chicoteado (sic) a realidade do que aconteceu.
Concordo com grande parte do que foi
escrito pelo contratado: não sou entendido em educação (por isso, em nenhum
momento tratei do assunto no que escrevi); sou a favor da estadualização da
FESP (será que todos os “amigos” o são também ou estão atrás de algo inconfessável);
por causa da lei que criou a FESP, seu estatuto só será modificado se o
governador de plantão quiser (por isso não entendo a barulhada que os amigos da
FESP estão fazendo).
Não concordo com algumas colocações do
contratado. Quanto ao parecer da Promotoria, parece que o contratado é que não
leu a resposta da Promotora à segunda matéria paga dos Amigos da FESP. A FESTA
a que me referi não tem nada a ver com a estadualização da FESP; mas, sim, com
os deslocamentos, almoços, jantares, hospedagem e et cetera em Belzonte e,
também, com a grana pra patrocinar extensas matérias pagas nos jornais.
Tá na hora dos Amigos da FESP caírem na
realidade. Pelo jeito não viram nem, muito menos, ouviram o Secretário de
Ciência e Tecnologia na sua última visita a Passos.
Ao contratante, reafirmo o que sempre lhe
disse, quando por ele procurado, com um dito: “Estão tirando a castanha da
chapa quente com a mão dos outros”. Ficam bem com o Secretário e atormentam a
direção da FESP. Quem mete a mão na chapa, antigamente, era conhecido como
“inocente útil”. O tempo, implacável, dirá. Entretanto, não podemos nos esquecer
de que a vaidade é o pecado preferido do demônio.

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