sexta-feira, 8 de março de 2013

EM RESPOSTA AOS DESTRAMBELHADOS



   Como dizia Georges-Louis Leclerc, conde de Buffon: “O estilo é o próprio homem” (Le style c'est l'homme même). Por isso é fácil identificar o ghost writer
     Não costumo responder a ghost writer. Abro uma exceção. Para facilitar, no presente texto, identificarei o ghost writer, aquele que escreve pros outros, como contratado e aquele que, por razões que não vêm ao caso, contrata os outros pra escrever pra ele, como contratante.
     A busca obsessiva pelo poder emouquece e enceguece as pessoas, fazendo com que deturpem a realidade. O contratado não percebe isso ou finge não perceber pra fazer jus ao caraminguá que irá receber e imagina que quem está contrariando seu contratante está concorrendo com ele (se aquiete, não é o meu caso). Ou o contratante se esquece de conversas recentes, provocadas por ele, e concorda que seu interlocutor possa ter chicoteado (sic) a realidade do que aconteceu.
      Concordo com grande parte do que foi escrito pelo contratado: não sou entendido em educação (por isso, em nenhum momento tratei do assunto no que escrevi); sou a favor da estadualização da FESP (será que todos os “amigos” o são também ou estão atrás de algo inconfessável); por causa da lei que criou a FESP, seu estatuto só será modificado se o governador de plantão quiser (por isso não entendo a barulhada que os amigos da FESP estão fazendo).
      Não concordo com algumas colocações do contratado. Quanto ao parecer da Promotoria, parece que o contratado é que não leu a resposta da Promotora à segunda matéria paga dos Amigos da FESP. A FESTA a que me referi não tem nada a ver com a estadualização da FESP; mas, sim, com os deslocamentos, almoços, jantares, hospedagem e et cetera em Belzonte e, também, com a grana pra patrocinar extensas matérias pagas nos jornais.
     Tá na hora dos Amigos da FESP caírem na realidade. Pelo jeito não viram nem, muito menos, ouviram o Secretário de Ciência e Tecnologia na sua última visita a Passos.
      Ao contratante, reafirmo o que sempre lhe disse, quando por ele procurado, com um dito: “Estão tirando a castanha da chapa quente com a mão dos outros”. Ficam bem com o Secretário e atormentam a direção da FESP. Quem mete a mão na chapa, antigamente, era conhecido como “inocente útil”. O tempo, implacável, dirá. Entretanto, não podemos nos esquecer de que a vaidade é o pecado preferido do demônio.
     
   

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