quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DINHEIRO DE QUEM, CARA PÁLIDA?


   A Justiça Eleitoral reuniu os candidatos de duas comunidades vizinhas, Ibitatá e Resplendor, e propôs uma campanha limpa, no sentido de limpeza, ou seja, sem sujar as ruas e muros. Nada a ver com o sentido de honestidade que a palavra também comporta, até porque, seguramente, esvaziaria a reunião, ficando poucos por lá pra ouvir a Justiça.
   Imaginava-se que qualquer candidato, por mais mão-aberta que fosse, aceitaria na hora a proposta. Seria uma grande oportunidade para se fazer uma campanha com poucos recursos financeiros. Os políticos de Ibitatá não aceitaram nada; já os de Resplendor aceitaram todos os itens da proposta e irão realizar uma campanha de baixíssimo custo.
   Da postura das duas comunidades, uma aceitando as propostas e a outra não, resultou duas opiniões.
   Crentinho, amigo incondicional dos seus amigos foi logo dizendo:
- “Os candidatos de Ibitatá são tudo mão-aberta; em Resplendor só dá mão-de-vaca”.
   Já Ferrando, meu fraternal, grande e inseparável amigo, parafraseando um Ex-ministro da Fazenda Tucano, Armínio Fraga, foi curto e grosso:
- “Acho que estão usando o meu, o seu, o nosso dinheiro para as milionárias campanhas de Ibitatá, jamais o deles”.


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