A Justiça Eleitoral
reuniu os candidatos de duas comunidades vizinhas, Ibitatá e Resplendor, e
propôs uma campanha limpa, no sentido de limpeza, ou seja, sem sujar as ruas e
muros. Nada a ver com o sentido de honestidade que a palavra também comporta,
até porque, seguramente, esvaziaria a reunião, ficando poucos por lá pra ouvir
a Justiça.
Imaginava-se que qualquer
candidato, por mais mão-aberta que fosse, aceitaria na hora a proposta. Seria
uma grande oportunidade para se fazer uma campanha com poucos recursos
financeiros. Os políticos de Ibitatá não aceitaram nada; já os de Resplendor
aceitaram todos os itens da proposta e irão realizar uma campanha de baixíssimo
custo.
Da postura das duas
comunidades, uma aceitando as propostas e a outra não, resultou duas opiniões.
Crentinho, amigo incondicional dos seus
amigos foi logo dizendo:
- “Os candidatos de Ibitatá são tudo mão-aberta; em
Resplendor só dá mão-de-vaca”.
Já Ferrando, meu fraternal, grande e
inseparável amigo, parafraseando um Ex-ministro da Fazenda Tucano, Armínio
Fraga, foi curto e grosso:
- “Acho que estão usando o meu, o seu, o nosso dinheiro para
as milionárias campanhas de Ibitatá, jamais o deles”.
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