domingo, 5 de janeiro de 2014

De boas intenções o inferno está cheio, a missão.


    Um dos poucos leitores do meu blog enviou-me uma foto do outdoor em que o nosso esguio e elegante deputado, ex-secretário da Sedese (Eta sigla danada; parece nome de remédio pra dor de cabeça), agradece ao governador pela estadualização da FESP.
    Considerei o envio da foto como gozação pelos meus comentários recentes sobre a estadualização, tendo como base a proposta orçamentária do governo de Minas para 2014 e a revisão do Plano Plurianual, documentos fundamentais para decifrar as intenções futuras de qualquer entidade pública.
    Gostaria de ressaltar que as Fundações de Ensino associadas à Uemg, dentre elas a Fesp, estão, todas elas, estadualizadas desde 1.989, pela Constituição do Estado de Minas Gerais, e poucas e pequenas foram estadualizadas de fato.  
    Como a época dos comentários, essas propostas tramitavam na assembleia legislativa de Minas, imaginei que tivesse havido alguma modificação significativa nelas, através de emendas dos deputados, que levaram o nosso deputado a colocar o outdoor.
    Mas, mesmo que tivesse havido modificação, eu não merecia a gozação, uma vez que jamais duvidei de nada. Sou é desconfiado e sempre me mantenho com um pé atrás em se tratando de promessa de político.
    Corri então para o site da Assembleia mineira para ver se havia novidade. O projeto de lei que trata do orçamento de 2014 e as emendas propostas pelos deputados, aprovados pela assembleia, foram enviados para a sanção do governador no final de dezembro último.
    Das mais de 800 emendas propostas, a maioria foi aprovada. Dentre as aprovadas somente quatro destinam recursos para a Uemg (três delas propõem R$ 1.900.000,00 para o campus de João Monlevade e uma de R$ 675.000,00 para Frutal), ambas já estadualizadas de fato.

   Analisando as emendas rejeitadas, a minha desconfiança aumentou, porque o governo de Minas tem a seu favor a maioria esmagadora da Assembleia Legislativa mineira. Dentre as emendas ao orçamento de 2014 rejeitadas, três delas, de autoria do Deputado do PMDB Adalclever Lopes, destinavam recursos no valor total de trinta milhões de reais para o ensino de terceiro grau e reforma dos campi da Uemg, dentre os quais estaria o da Fesp se estadualizada de fato fosse.





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