Nós, eleitores, somos sócios de uma grande
empresa do setor terciário (prestação de serviços) e necessitamos em outubro
próximo escolher, dentre vários candidatos, um para gerir os destinos da nossa
organização nos próximos quatro anos.
Parto do princípio de que, sendo sócios de uma
empresa, quereremos, para o sucesso dela, o que há de melhor. Assim, por óbvio,
para gerenciá-la, iremos escolher o melhor gerente, dentre os que se propuseram
a assumir o cargo. Diferente disso, estaremos correndo o risco de levá-la a
falência.
Empresa muito especial essa, fundamental para
a nossa vida cotidiana e de nossas famílias, mantida com recursos financeiros
providos por nós. Tão especial que jamais conseguiríamos sobreviver com
dignidade sem sua existência. Por isso mesmo, seus serviços são considerados
essenciais.
Sede da nossa "Empresa'
Daí a importância de se escolher o melhor
gerente: competente, dedicado, honesto, bem intencionado e conhecedor (não confundir
com especialista) dos procedimentos e processos que regulam esse tipo de
empresa.
Acho
desnecessário dizer que tipo de empresa é essa. “Assim, deixando de lado os
entretantos, vamos logo pros finalmentes” (Odorico Paraguaçu, eminente Prefeito
de Sucupira, citado de memória).
O debate entre os
candidatos a Gerente de nossa “Empresa”, promovido pelo sindicato dos
servidores municipais, mostrou o abismo entre eles, sob o aspecto de
conhecimento do terão que fazer e seriedade sobre o que propõem. A maioria está
mais perdida do que cego em tiroteio.
O mais novo,
candidato pela Arena 2 (Depois eu explico), ao ser perguntado sobre o que
pretendia fazer com relação à Segurança Alimentar, algo que deveria saber
porque a matéria faz parte de um Sistema Nacional no qual a “Empresa” que ele
se propõe a administrar é parte fundamental, lascou, confundindo óleo cru com o
olho do ..., que pretendia criar a Guarda Municipal para resolver o problema.
O candidato do Lula
só conhece e só fala sobre os problemas sociais, o que é importante, admito,
mas não é o único problema sério que afeta Ibitatá e, além disso, é um problema
nacional. É candidato de “uma nota só” (Favor não confundir as notas, porque o
candidato é pessoa séria). O resto dos problemas aguardará mais quatro anos
para que ser resolvido.
O candidato da
Arena 2, esse é um artista do subterfúgio e da mentira; mente que nem sente. E
pior, ele, mais do que seu fã Crentinho, acredita em tudo que fala e promete. É
um problema sério e acredito que nem Freud explica.
Já o Veinho deu um
show de experiência, de conhecimento dos meandros da administração pública e de
coragem ao enfrentar perguntas embaraçosas e propor soluções realistas para
assuntos polêmicos, como no caso do apostilamento. Só não gostei foi da
resposta que deu sobre a saúde feita pelo candidato da Arena 2: “O senhor como vice-prefeito
da atual administração por que não resolveu o problema da saúde em Passos?”. Se
fosse eu o vice, responderia na bucha, sem pestanejar: “auuu, auuu, auuu, auuu!!!
(Se quisesse esnobar: wou-ou-ouuuu !!! em francês). Lembro que o candidato perguntador não
admitiu ser candidato a vice, respondendo: “Eu não sou cachorro!”.
Não gosto do PMDB
nem no âmbito municipal e muito menos no nacional. Mas, não tenho dúvidas, dos
candidatos a gerente dessa importante “Empresa” da qual sou sócio e dela
dependo no meu dia-a-dia, escolho sem medo de errar o Veinho (Sou muito mais
velho do que ele, confesso).

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