sábado, 8 de setembro de 2012

TAMOS FRITOS SE ERRARMOS DESSA VEZ



      Nós, eleitores, somos sócios de uma grande empresa do setor terciário (prestação de serviços) e necessitamos em outubro próximo escolher, dentre vários candidatos, um para gerir os destinos da nossa organização nos próximos quatro anos.
      Parto do princípio de que, sendo sócios de uma empresa, quereremos, para o sucesso dela, o que há de melhor. Assim, por óbvio, para gerenciá-la, iremos escolher o melhor gerente, dentre os que se propuseram a assumir o cargo. Diferente disso, estaremos correndo o risco de levá-la a falência.  
      Empresa muito especial essa, fundamental para a nossa vida cotidiana e de nossas famílias, mantida com recursos financeiros providos por nós. Tão especial que jamais conseguiríamos sobreviver com dignidade sem sua existência. Por isso mesmo, seus serviços são considerados essenciais.

Sede da nossa "Empresa'

      Daí a importância de se escolher o melhor gerente: competente, dedicado, honesto, bem intencionado e conhecedor (não confundir com especialista) dos procedimentos e processos que regulam esse tipo de empresa.
      Acho desnecessário dizer que tipo de empresa é essa. “Assim, deixando de lado os entretantos, vamos logo pros finalmentes” (Odorico Paraguaçu, eminente Prefeito de Sucupira, citado de memória).
     O debate entre os candidatos a Gerente de nossa “Empresa”, promovido pelo sindicato dos servidores municipais, mostrou o abismo entre eles, sob o aspecto de conhecimento do terão que fazer e seriedade sobre o que propõem. A maioria está mais perdida do que cego em tiroteio.
     O mais novo, candidato pela Arena 2 (Depois eu explico), ao ser perguntado sobre o que pretendia fazer com relação à Segurança Alimentar, algo que deveria saber porque a matéria faz parte de um Sistema Nacional no qual a “Empresa” que ele se propõe a administrar é parte fundamental, lascou, confundindo óleo cru com o olho do ..., que pretendia criar a Guarda Municipal para resolver o problema.
    O candidato do Lula só conhece e só fala sobre os problemas sociais, o que é importante, admito, mas não é o único problema sério que afeta Ibitatá e, além disso, é um problema nacional. É candidato de “uma nota só” (Favor não confundir as notas, porque o candidato é pessoa séria). O resto dos problemas aguardará mais quatro anos para que ser resolvido.
    O candidato da Arena 2, esse é um artista do subterfúgio e da mentira; mente que nem sente. E pior, ele, mais do que seu fã Crentinho, acredita em tudo que fala e promete. É um problema sério e acredito que nem Freud explica.
     Já o Veinho deu um show de experiência, de conhecimento dos meandros da administração pública e de coragem ao enfrentar perguntas embaraçosas e propor soluções realistas para assuntos polêmicos, como no caso do apostilamento. Só não gostei foi da resposta que deu sobre a saúde feita pelo candidato da Arena 2: “O senhor como vice-prefeito da atual administração por que não resolveu o problema da saúde em Passos?”. Se fosse eu o vice, responderia na bucha, sem pestanejar: “auuu, auuu, auuu, auuu!!! (Se quisesse esnobar:  wou-ou-ouuuu !!! em francês). Lembro que o candidato perguntador não admitiu ser candidato a vice, respondendo: “Eu não sou cachorro!”.
      Não gosto do PMDB nem no âmbito municipal e muito menos no nacional. Mas, não tenho dúvidas, dos candidatos a gerente dessa importante “Empresa” da qual sou sócio e dela dependo no meu dia-a-dia, escolho sem medo de errar o Veinho (Sou muito mais velho do que ele, confesso).

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