Dia 17 último,
Elder Cardoso fez o comentário que se segue; “É tá difícil. Neste fim de semana
a Folha da Manhã noticiou que um camarada bebeu e colocou fogo no quarto. Um
outro brigou com a esposa e desta vez ateou fogo na própria. Eta vaticínio do
blog”.
O comentário fez lembrar-me de
mais uma tradição ibitatense que reforça essa forte ligação de Ibitatá com o
fogo, o que explica seu nome.
Certa vez, isso no
século passado, o Prefeito de Ibitatá viajou pra Belzonte a serviço. Como
haveria por aqui uma solenidade, de tão “grande” importância que nem me lembro qual era, ele recomendou que os preparativos fossem iniciados na sua
ausência pra que tudo estivesse nos conformes quando ele voltasse.
Quando viajou, deixou em seu lugar para
resolver os assuntos rotineiros um dos Secretários não muito familiarizado com
as coisas de Ibitatá. Apesar de ter nascido aqui, o tal Secretário tinha vivido
toda sua vida profissional longe de Ibitatá.
Foi então levada
ao Secretário, para aprovação, uma Autorização de Compra para aquisição dos
materiais necessários para o brilhantismo da solenidade programada. Seria
desnecessário dizer que os cofres da Prefeitura não estavam lá grandes coisas,
mas, mesmo assim digo, para que se possa entender a atitude do desavisado
Secretário.
Na Autorização de
Compras o item mais caro, no sentido monetário da palavra, assustou o
desavisado Secretário. Ele, então, não teve dúvidas. Cortou o quantitativo do
tal item para um quarto da quantidade pedida.
De volta de sua
viagem a Belzonte, o Prefeito foi logo sabendo do corte pelos puxa-sacos de sempre,
doidinhos pra ferrar o desavisado Secretário. E, pior, não dava mais tempo pra
comprar o que foi cortado.
Foi aí que o pobre do desavisado Secretário
ficou sabendo que o material do item cortado era também caro, no sentido sentimental
da palavra, para o Prefeito e para a maioria dos políticos ibitatenses.
Depois dessa, para
a alegria de muitos, o desavisado Secretário jamais substituiu o Prefeito para
tocar os assuntos rotineiros em suas ausências. Também pudera. Onde já se viu
tamanha ousadia. Era, e continua sendo, um crime de lesa pátria em Ibitatá cortar a quantidade de foguetes a ser comprados para abrilhantar uma
solenidade.

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