Diz-se em Brasília
que há dois tipos de políticos: os que precisam de dinheiro para fazer política
e os que precisam da política para fazer dinheiro. Obviamente, em ambos os
casos, o dinheiro é público.
Os primeiros são
considerados honestos. Precisam de dinheiro público para campanhas eleitorais
caríssimas, nascidas da introdução do marketing político nas eleições
brasileiras. Uma necessidade sazonal; eleições acontecem de dois em dois anos.
Este dinheiro tem
várias fontes que podem ser classificadas como oficiais e oficiosas e três
destinos: caixa 1, abastecida pelas fontes oficiais, caixa 2 e a conta bancária
de laranjas de políticos que precisam da política pra fazer dinheiro, abastecidas
pelas fontes oficiosas. O caixa 2 foi criado em função do limite das doações
fixado em lei.
Mas, o paradoxal é
que todas as fontes, independentemente se oficiais ou oficiosas, são as mesmas:
grandes empresas apartidárias, por isso doam grana farta pra todos os partidos,
pois não sabem quem estará no poder amanhã, as quais dependem do governo para
maximizar os seus lucros e, até mesmo, para funcionar com eficácia.
O dinheiro doado
pelas empresas é resgatado, normalmente com lucro, quando conseguem as
facilidades junto ao poder político, para driblar as dificuldades criadas pela
complicada legislação brasileira, aprovada pelos próprios políticos, portanto
transformou-se em dinheiro público.
É importante lembrar que no dinheiro
público acima tratado, não estão incluídos os um bilhão e poucos reais anuais do
dinheiro público, relativos ao Fundo Partidário e à renúncia fiscal provocada
pelo uso da mídia televisiva pelos partidos políticos. As emissoras de TV
descontam do seu imposto de renda 80% do valor dos anúncios que deixam de
faturar no horário nobre, usados pelos partidos políticos.

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