segunda-feira, 10 de março de 2014

Nossos políticos e o nosso dinheiro.

Diz-se em Brasília que há dois tipos de políticos: os que precisam de dinheiro para fazer política e os que precisam da política para fazer dinheiro. Obviamente, em ambos os casos, o dinheiro é público.
     Os primeiros são considerados honestos. Precisam de dinheiro público para campanhas eleitorais caríssimas, nascidas da introdução do marketing político nas eleições brasileiras. Uma necessidade sazonal; eleições acontecem de dois em dois anos.
     Este dinheiro tem várias fontes que podem ser classificadas como oficiais e oficiosas e três destinos: caixa 1, abastecida pelas fontes oficiais, caixa 2 e a conta bancária de laranjas de políticos que precisam da política pra fazer dinheiro, abastecidas pelas fontes oficiosas. O caixa 2 foi criado em função do limite das doações fixado em lei.
     Mas, o paradoxal é que todas as fontes, independentemente se oficiais ou oficiosas, são as mesmas: grandes empresas apartidárias, por isso doam grana farta pra todos os partidos, pois não sabem quem estará no poder amanhã, as quais dependem do governo para maximizar os seus lucros e, até mesmo, para funcionar com eficácia.
     O dinheiro doado pelas empresas é resgatado, normalmente com lucro, quando conseguem as facilidades junto ao poder político, para driblar as dificuldades criadas pela complicada legislação brasileira, aprovada pelos próprios políticos, portanto transformou-se em dinheiro público.        

     É importante lembrar que no dinheiro público acima tratado, não estão incluídos os um bilhão e poucos reais anuais do dinheiro público, relativos ao Fundo Partidário e à renúncia fiscal provocada pelo uso da mídia televisiva pelos partidos políticos. As emissoras de TV descontam do seu imposto de renda 80% do valor dos anúncios que deixam de faturar no horário nobre, usados pelos partidos políticos.



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